Uma decisão liminar proferida na sexta-feira (3/7) pelo desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), abre um novo capítulo em torno da disputa pelo comando do Cidadania. A decisão afasta o deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP) da presidência do partido.A discussão diz respeito à validade de um congresso nacional do Cidadania, convocado por Roberto Freire, fundador do partido que presidiu a legenda por mais de 30 anos. A reunião determinou que Manente fosse o novo presidente do partido, que foi comandado pelo deputado estadual do Rio de Janeiro Comte Bittencourt entre setembro de 2023 e dezembro de 2025.A última decisão judicial dá vitória ao grupo de Bittencourt, alegando que o encontro não teve o quórum suficiente para tomar a decisão partidária. O diretório nacional do partido tem 102 membros, dos quais 65 assinaram um documento em que diziam que não estavam no congresso nacional.Dois presidentes eleitos em 48 horasA briga provocou uma anomalia em março deste ano. No dia 4 daquele mês, Alex Manente foi eleito presidente do Cidadania, mas no dia 6 — 48 horas depois —, Comte Bittencourt foi eleito presidente do mesmo partido, em um congresso on-line. Leia também São Paulo“Não serviremos ao PT”, diz presidente da federação PSDB-Cidadania BrasilPSDB e Cidadania aprovam Aécio Neves como pré-candidato a presidente Grande AngularCristovam: racha pode levar Cidadania a se unir à extrema-direita Blog do NoblatCristovam Buarque lidera oposição a Roberto Freire no Cidadania A confusão fez com que Bittencourt retornasse, em maio, para o PSB, sigla da qual havia saído em 2001. Hoje, ele preside o diretório fluminense do partido.Procurado, Alex Manente disse que só comentaria o caso após a publicação da liminar no Diário de Justiça. Entre os autores do recurso contra o comando de Manente no Cidadania, está o ex-ministro da Educação Cristovam Buarque.