Quatro policiais militares do Paraná (PR) são investigados por suspeita de forjar flagrantes, desviar parte das drogas apreendidas em operações e manter ligação com o tráfico de entorpecentes. Eles foram alvo da segunda fase da Operação Armeiro, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nessa quinta-feira (2/7).Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), a investigação começou em março deste ano, após o Gaeco receber informações sobre a possível prática de crimes envolvendo militares, civis e pessoas jurídicas. Leia também Mirelle PinheiroMorre delegado da PF baleado por PM durante operação no RS Mirelle PinheiroMPPR denuncia médico de 75 anos por abusar de adolescente em clínica Mirelle PinheiroMulher é presa no Rio por operar engrenagem financeira do CV em MT Mirelle PinheiroPF deflagra operação contra fraude milionária envolvendo emendas Pix Com o avanço das apurações, foi deflagrada a primeira fase da Operação Armeiro, que resultou no oferecimento de denúncia criminal contra o primeiro grupo de investigados.Durante a continuidade das investigações, o Gaeco constatou novas evidências que apontam o envolvimento de outros quatro policiais militares.Eles são suspeitos de atuar em um esquema de flagrantes supostamente preparados, associação para o tráfico e tráfico de drogas.As investigações também indicam que eles teriam desviado parte dos entorpecentes apreendidos durante as operações policiais.A operaçãoAo todo, foram cumpridos 13 mandados judiciais expedidos pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual. As ordens foram executadas em Maringá e Mandaguaçu, no Paraná, com apoio do 4º Batalhão da Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da PM.Entre as medidas, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e quatro de afastamento das funções públicas. Os alvos são policiais militares lotados nos municípios de Maringá, Mandaguaçu e Sarandi.As investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão do esquema.