Política da loja de extensões do Chrome agora proíbe ferramentas que burlam IAs (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog) Resumo Google Chrome vai banir extensões que permitem desbloquear chatbots, como ChatGPT, Gemini e Claude, a partir de 1º de agosto.As novas regras proíbem ferramentas que modificam o comportamento padrão dos modelos para burlar salvaguardas e restrições de uso.As extensões terão de seguir regras de minimização de dados, podendo coletar, usar ou transmitir apenas as informações para executar a função principal.Com a popularização de chatbots como ChatGPT, Gemini e Claude, surgiram também extensões que prometem contornar restrições impostas pelos serviços. Mas uma nova atualização nas políticas da Chrome Web Store muda isso: elas não serão mais aceitas na loja oficial.A mudança afeta ferramentas que modificam o comportamento padrão dos modelos para burlar salvaguardas e restrições de uso (como a geração de conteúdos pornográficos ou ajuda no planejamento de ações criminosas), ou que prometem romper limites de uso diário.As novas regras da Chrome Web Store entram em vigor em 1º de agosto e também alcançam outras áreas sensíveis, como coleta excessiva de dados e serviços de previsão financeira. A partir da data, extensões que descumprirem as medidas poderão ser rejeitadas, removidas ou sofrer outras ações de fiscalização pela loja.O Google tem se esforçado para impedir que complementos do navegador sejam usados como camada intermediária para abuso de plataformas digitais, segundo o site Android Authority. Como extensões podem acessar páginas, modificar comportamentos e interagir com dados sensíveis, a empresa vem tentando reduzir brechas que possam colocar usuários e serviços em risco.Google reforça regra de coleta mínima de dadosGoogle torna regras de uso de dados mais rígidas (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)A atualização também deixa mais rígidas as exigências de privacidade para extensões do Chrome. A loja passa a reforçar que os desenvolvedores só podem coletar, usar ou transmitir dados necessários para a função principal declarada da extensão.Isso significa que uma ferramenta não poderá pedir permissões amplas apenas para “recursos futuros” ou para possibilidades que ainda não foram implementadas. Além disso, práticas de coleta e uso de dados precisam ser explicadas de forma clara ao usuário. Caso uma extensão mude a forma como lida com informações após a instalação, essa alteração deve ser comunicada de maneira destacada, e não escondida em textos longos de política de privacidade.O roubo de dados de usuários através de extensões de navegadores já é uma prática conhecidíssima. Os agentes maliciosos entram na loja com a oferta de serviços que parecem legítimos, como bloqueadores de anúncios e outras ferramentas de segurança digital, que, em segundo plano, rastreiam a atividade.Em fevereiro, pesquisadores identificaram extensões que se passavam por assistentes de inteligência artificial, mas extraíam conteúdo das páginas utilizadas na navegação.Mercados de previsão também são proibidosLoja também restringirá mercados de previsão com dinheiro verdadeiro (foto: Areli Alvarez/Qualcomm Institute at UC San Diego)As novas políticas também proíbem extensões que facilitem ou promovam apostas com dinheiro real e mercados de previsão. As plataformas desse segmento, vale lembrar, já são proibidas no Brasil.O Google ainda permite produtos que apenas simulem esse tipo de experiência, desde que não envolvam dinheiro real, prêmios ou pagamentos de valor financeiro. Nesses casos, a loja exige que a ausência de ganhos reais esteja claramente indicada ao usuário.Google vai banir extensões do Chrome que burlam IAs