Uma cena inusitada marcou o último dia de entregas do governo federal antes do início das restrições impostas pelo período eleitoral. Enquanto criticava a ideia de que “pobre não gosta de coisa boa”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrou o dedo do meio diante do público presente na cerimônia.“Precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles”, disse o presidente, enquanto fazia o gesto obsceno em discurso no Palácio do Planalto nessa sexta-feira (4). Leia Mais STF marca para 19 de agosto julgamento sobre eleições no Rio de Janeiro Lula parabeniza Keiko Fujimori por vitória na eleição do Peru Análise: 6x1 depende de conversa entre Lula e Alcolumbre “Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos é tudo de primeira: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira. Acabar com essa bobagem”, continuou.Lula ainda emendou com uma crítica a um discurso que atribuiu às elites de que o acesso a melhores condições de saúde depende da capacidade de pagamento.“O rico fala: ‘eu tenho um bom plano de saúde, eu tenho bons médicos, porque eu pago’. Aqui, ele não paga porra nenhuma. Ele desconta do Imposto de Renda o que ele paga de plano de saúde. Se ele desconta do Imposto de Renda, quem paga somos nós”, afirmou o petista.Na cerimônia, o Executivo anunciou entregas nas áreas de moradia, educação e saúde.A partir deste sábado (4), três meses antes do primeiro turno das eleições, passam a valer as restrições previstas na legislação eleitoral para impedir o uso da máquina pública em benefício de candidaturas.Entre as restrições estão limitações à publicidade institucional e à participação de agentes públicos em inaugurações de obras.Como mostrou a CNN, o PT (Partido dos Trabalhadores) decidiu oficializar a candidatura de Lula à reeleição no dia 2 de agosto, em São Paulo.Por peso eleitoral, PT troca Brasília por SP para lançar Lula à reeleição | BASTIDORES CNN