Estudo científico revela que o Brasil tem recursos suficientes para para participar notável do mercado global de terras raras até 2040. Os dados foram apresentados durante o VII SBTR (Seminário Brasileiro de Terras Raras), na última quarta-feira (1º), no Rio de Janeiro.O resultado do trabalho foi encomendado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os pesquisadores que elaboraram o estudo “Terras Raras no Brasil: Estado da Arte, Cenários e um Mapa do Caminho Estratégico para 2026 até 2040” apontam que o grande desafio do país é a construção de capacidades industriais, pois o valor econômico dos elementos está nas etapas, como o refino e a metalurgia.Além de mapear reservas minerais e descrever os mercados, a pesquisa também tem um percurso estratégico que pode ser capaz de orientar políticas públicas, investimentos, desenvolvimento tecnológico e coordenação institucional ao longo de 15 anos. Leia Mais Análise: Brasil possui terras raras, mas falta estratégia IEA: demanda mundial por terras raras deve subir mais de 30% até 2030 Análise: O futuro da transição energética passa pela mineração Brasil tem segunda maior reserva mundial de terras raras | CNN PRIME TIMEO papel estratégico da Amazônia está destacado na pesquisa, em razão de a geologia de argilas de adsorção iônica ser uma reserva de longo prazo com a capacidade de sustentar a posição nacional nas cadeias globais.O estudo foi elaborado pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) e encomendado pelo MCTI, sendo uma atualização de uma pesquisa realizada em 2012.A ministra do MCTI, Luciana Santos, disse durante a abertura do evento que “O Brasil reúne algumas das maiores reservas minerais do planeta, tem uma base científica consolidada, instituições de excelência e recursos humanos altamente qualificados.”Futuro próximoDe acordo com o documento, é necessário determinar se, na próxima década, o Brasil será fornecedor de matérias-primas ou se também participará da nova economia global.É apontado que as terras raras brasileiras reúnem 17 elementos químicos que são essenciais e também são insumos necessários para tecnologias que sustentam a transição energética e a transformação digital.A indústria de alta intensidade tecnológica também consome relevantemente esses minerais que são encontrados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, sistemas de defesa, eletrônicos avançados, catalisadores industriais e materiais ópticos de alto desempenho.A ministra também afirma que o documento apresenta como é possível transformar recursos naturais nacionais em capacidades industriais, tecnológicas e geopolíticas. *Sob supervisão de Thiago Félix Minerais críticos podem elevar PIB do país em R$ 243 bi até 2050