Carros flex compõem 66% da frota e mantêm dominância em SP

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Os motores bicombustíveis continuam compondo a grande maioria da frota de automóveis no estado de São Paulo. Segundo dados do Detran-SP, do total de pouco mais de 15 milhões de carros ativos no estado, mais de 10 milhões são flex — sendo capazes de rodar com gasolina, etanol ou a mistura de ambos — e representam 66,48% de todos os carros que ainda rodam as ruas e rodovias de SP.Por outro lado, os veículos movidos estritamente a gasolina ainda detêm uma fatia considerável e ocupam a segunda posição no estado, com 30% de presença, ou seja, por volta de 4,5 milhões de unidades.Esse percentual é sustentado, em parte, pelo forte aquecimento do segmento de carros híbridos, que, em grande parte, rodam apenas a gasolina, mas deve mudar consideravelmente, já que os veículos híbridos flex estão começando a chegar, inclusive com incentivos das montadoras internacionais e do governo federal. Leia Mais A viabilidade de rotas eletrificadas de cargas ao Porto de Santos Produção de etanol crescerá 4 bilhões no Brasil Com Dolphin Mini no Top 10, veja os carros mais vendidos no Brasil em março Na outra ponta, os veículos movidos puramente a etanol somam apenas 686.901 unidades, o que representa apenas 4,53% da frota. Apesar do índice tímido, o mercado se prepara para uma possível retomada de nicho para o uso exclusivo do biocombustível, impulsionado por incentivos de eficiência energética.Um exemplo recente desse movimento é o anúncio da chegada do Chevrolet Onix Eco, versão desenvolvida pela americana para rodar apenas com o combustível etanol.Quando analisado o segmento de duas rodas, o cenário de divisão de combustíveis muda completamente. Entre as quase 6 milhões de motocicletas e motonetas que rodam o estado de São Paulo, a tecnologia flex perde o protagonismo:Motos a gasolina: 4.093.784 unidades (69,16%)Motos Flex: 1.806.387 unidades (30,51%)O protagonismo da transição energética no mercado automotivo nacional pode fazer com que o cenário mude bastante nos próximos anos. Com a inserção dos carros híbridos, elétricos e o possível aumento de oferta dos carros movidos exclusivamente a etanol (um dos recursos mais estudados para ajudar a solucionar o problema de emissões no Brasil), unidos aos incentivos estatais e às chegadas de tecnologias inovadoras estrangeiras, sobretudo orientais, a frota do estado deve adquirir outra característica no futuro próximo.57% dos brasileiros usam IA na compra de carros