Mais um adeus: HBR (HBRE3) faz proposta para tirar Helbor (HBOR3) da Bolsa; ação derreteu mais de 90% desde máximas

Wait 5 sec.

Mais uma empresa pode estar de malas prontas para deixar a Bolsa: a Helbor (HBOR3).Em fato relevante enviado ao mercado nesta sexta-feira (3), a companhia informou que recebeu uma proposta da HBR Realty para adquirir até a totalidade de suas ações, com o posterior cancelamento do registro de companhia aberta e a saída do Novo Mercado da B3.Segundo o comunicado, o preço por ação é de R$ 2,52, um prêmio magro em relação aos R$ 2,36 do fechamento desta sexta-feira. O pagamento será feito por meio da entrega de 0,81553398 ação ordinária da HBR para cada ação da Helbor.A conclusão da oferta depende da adesão de acionistas que representem pelo menos 50,1% do capital votante da Helbor e da aprovação por mais de dois terços dos acionistas minoritários habilitados.Por que a HBR quer tirar a Helbor da Bolsa?Segundo a HBR, a operação criará uma plataforma de negócios mais diversificada e resiliente. Em entrevista ao Brazil Journal, o CEO da HBR, Alexandre Nakano, espera que isso destrave valor na Bolsa e também entregue mais valor para os clientes.“Não é que a gente meça nosso sucesso só pela régua do mercado, mas quando você faz uma venda de meio bi achando que vai destravar valor e não destrava, você começa a pensar se não precisa fazer um movimento maior,” disse ele. A proposta chega em um momento delicado para a Helbor. Negociada a R$ 2,36, a ação acumula queda de 6,35% no ano. Em uma perspectiva mais ampla, porém, a desvalorização é brutal: o papel já chegou a valer R$ 50,79 em 2013, queda de cerca de 95% desde então.Listada na B3 desde 2007, a companhia também não entrega cifras de encher os olhos. Pelo contrário: no primeiro trimestre de 2026, a Helbor teve lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 1,9 milhão, queda de 74,5% em relação ao mesmo período de 2025.No consolidado, o lucro somou R$ 24,2 milhões, recuo de 31,9% na mesma base de comparação.O Itaú BBA classificou o balanço como “fraco”. Segundo o banco, embora a receita líquida tenha superado em 45% as estimativas, o aumento das despesas gerais e administrativas pressionou os resultados.“No geral, o lucro líquido totalizou quase R$ 2 milhões, contra a nossa estimativa de R$ 8 milhões, resultando em um ROE anualizado de 1%”, escreveu o banco, destacando ainda que o fluxo de caixa livre ficou abaixo do esperado e que a alavancagem aumentou.“A Helbor reportou uma queima de caixa de R$ 55 milhões no 1T26, pior do que a nossa projeção de R$ 8 milhões e contra a geração de caixa de R$ 7 milhões observada no 1T25”, acrescentou.Já as ações da HBR acumulam queda superior a 80% desde o IPO, realizado em 2021.