2 gráficos que explicam se o Bitcoin entrou em novo ciclo de alta

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O Bitcoin já saltou mais de 25% desde a mínima recente, saindo da faixa de US$ 64 mil em meados de agosto para em torno de US$ 80 mil. A recuperação reacendeu a dúvida entre investidores: o movimento é apenas um repique depois de uma forte queda ou o início de um novo ciclo de alta?Para Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, dois gráficos ajudam a explicar por que o mercado voltou a ganhar força: a exaustão dos vendedores e a recuperação do preço em relação a médias importantes de custo dos investidores. A leitura é de que o Bitcoin deixou para trás uma fase de pressão intensa, mas ainda precisa confirmar demanda para sustentar a virada.Segundo ele, o BTC começou agosto em queda, rompendo suportes relevantes e chegando a ficar abaixo de regiões importantes de preço médio. Esse tipo de movimento costuma indicar que parte dos investidores recentes entrou no prejuízo e passou a vender para reduzir perdas. A virada aconteceu quando o mercado voltou a absorver essa pressão vendedora e retomou níveis técnicos acompanhados por traders e investidores de curto prazo.Gráfico Índice de Exaustão do Vendedor (fonte: Glassnode)Esse gráfico mostra exatamente que o mercado passou por uma fase de capitulação ou cansaço dos vendedores, em que a oferta de quem queria sair começou a perder força. Na prática, isso ajuda a explicar por que o Bitcoin encontrou suporte depois da queda e conseguiu reagir com força.Além da leitura técnica, Fontes aponta que a alta também foi favorecida por fatores macroeconômicos. Um dos principais gatilhos veio dos Estados Unidos, depois que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou que o governo dobraria o volume de recompras de títulos longos, de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões por operação, a partir de 9 de setembro.O mercado interpretou a medida como uma tentativa de aliviar os juros longos e reduzir o custo de refinanciamento da dívida americana. Com isso, os rendimentos dos títulos cederam, o dólar perdeu força e ativos como Bitcoin e Ethereum reagiram. Segundo o analista do MB, no mesmo período em que o Bitcoin subiu cerca de 25%, o Ethereum avançou mais de 40%, Hyperliquid subiu 44% e Solana ganhou quase 38%.Outro ponto citado por Fontes é que o Bitcoin resistiu mesmo a notícias que, em outros momentos, poderiam ter provocado aversão a risco. Ele cita os ataques dos Estados Unidos contra instalações nucleares no Irã e destaca que, apesar do choque geopolítico, o mercado entendeu o episódio como localizado, sem escalada imediata no petróleo ou em outras frentes globais.Preço voltou a romper média importanteO segundo gráfico destacado por Fontes mostra o comportamento do preço do Bitcoin em relação a uma região de custo médio acompanhada pelo mercado. Segundo ele, quando o BTC volta a negociar acima dessa média, parte dos investidores que estavam no prejuízo retorna ao lucro, o que pode reduzir a pressão de venda e criar uma base para retomada.Gráfico semanal do BTC comparando o movimento atual com o começo do mercado de alta no último cicloEsse gráfico comprova como o preço deixou de apenas reagir e passou a romper uma zona que, no passado, já marcou mudanças relevantes de tendência. Diante disso, Fontes compara a dinâmica atual com movimentos vistos em 2023, quando o Bitcoin também atravessou médias importantes antes de sustentar uma fase de alta.Mesmo assim, o analista do MB evita tratar a alta como uma virada definitiva. Segundo ele, uma reversão mais consistente dependerá da capacidade do Bitcoin de atrair e manter demanda daqui para frente. Entre os sinais que confirmariam a leitura positiva estão a manutenção do BTC acima da região de US$ 70 mil a US$ 71 mil, a continuidade das entradas em ETFs e novas medidas do Tesouro dos EUA que reforcem a queda dos juros longos.Os ETFs aparecem como um ponto importante dessa equação. Depois de meses de interesse mais fraco, os fundos voltaram a registrar entradas relevantes no fim de agosto. Para o analista, a continuidade desse fluxo ajudaria a mostrar que a alta não foi apenas um movimento técnico ou um short squeeze, mas também uma retomada de demanda institucional.Do outro lado, a leitura seria enfraquecida se os ETFs voltarem a registrar saídas e se o Bitcoin perder a região entre US$ 70 mil e US$ 71 mil sem recuperação rápida. Nesse cenário, o rali recente poderia ser interpretado como apenas uma recuperação dentro de uma tendência ainda indefinida, e não como o começo de um novo ciclo de alta.A conclusão de Fontes é que o Bitcoin apresenta sinais técnicos mais construtivos do que há algumas semanas, mas ainda precisa confirmar força. Para investidores conservadores, a recomendação é esperar confirmação antes de aumentar exposição. Para perfis moderados e arrojados, a leitura é de que a janela começa a melhorar, desde que o tamanho da posição respeite a volatilidade do mercado.Quer investir na maior criptomoeda do mundo? No MB, você começa em poucos cliques e de forma totalmente segura e transparente. Não adie uma carteira promissora e faça mais pelo seu dinheiro. Abra sua conta e invista em bitcoin agora!O post 2 gráficos que explicam se o Bitcoin entrou em novo ciclo de alta apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.