Beauty Fair reúne grande público e aproxima pequenos negócios de compradores internacionais

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Corredores lotados, estandes movimentados e interesse pelas novidades marcaram o segundo dia da Beauty Fair, em São Paulo. Entre lançamentos, demonstrações e rodadas de negócios, donos de pequenos negócios aproveitaram a maior feira de beleza da América Latina para conhecer tendências e apresentar seus produtos a compradores estrangeiros.Vinte marcas selecionadas pelo Sebrae participaram de rodadas internacionais. “É uma oportunidade de conversar com compradores e entender melhor o que o consumidor está procurando”, afirma Consuelo Mello, gestora nacional de Beleza e Bem-Estar do Sebrae. Segundo ela, os encontros ajudam os empreendedores a identificar preferências de diferentes mercados e avaliar possíveis adaptações nos produtos.Amaurilho Viega e Weiky Viega, da Pequi Power  (fotos: Fábio Eufrásio)Transformando demanda em oportunidadeComo muitos pequenos negócios, a Pequi Power nasceu de uma situação cotidiana. O químico Amaurilho Viega e a esposa, Weiky Viega, buscaram uma alternativa mais natural para uma pomada usada por uma amiga e decidiram desenvolver um produto com ingredientes brasileiros. Chegaram ao pequi, fruto típico do Cerrado, e, após dois anos de pesquisa, lançaram um bálsamo massageador que deu origem a uma linha de bem-estar.Com cerca de um ano e meio de mercado, a empresa agora busca dar o próximo passo. Na Beauty Fair, participou de rodadas com compradores internacionais em busca de distribuidores e oportunidades para exportar. “Todo mundo conhece a Amazônia. Por que não levar também o Cerrado brasileiro para fora?”, diz Weiky.De Roraima, a Nowrelly levou produtos capilares desenvolvidos a partir das necessidades observadas nos salões. A marca já vende para a Venezuela e a Guiana e procura ampliar a presença internacional.Jollesson Soares fundador da NowrellyPara o fundador, Jollesson Soares, a negociação começa pela escuta. “Eu preciso entender o que você precisa e tentar atender da melhor forma”, afirma. Segundo ele, na Guiana, um dos produtos mais procurados é um reparador com açaí. O ingrediente, associado ao Brasil, ajuda a diferenciar o item e mostra como as preferências locais orientam a escolha do portfólio.“Cada mercado tem uma necessidade diferente”, diz Jollesson.A designer de sobrancelhas catarinense Isabela Mikhail apresentou um sérum desenvolvido em parceria com a farmacêutica e química Luana Girardini. O produto foi criado a partir de uma demanda observada no atendimento às clientes que buscavam cuidar dos fios naturais e preencher falhas.Ainda em processo de industrialização, o sérum despertou o interesse de compradores do Chile durante a feira. “O próximo passo é avaliar as exigências do mercado chileno e avançar na estruturação da produção”, diz Isabela.Conexão a negóciosAo todo, o Sebrae levou 770 empreendedores de 18 estados à Beauty Fair. Além das rodadas internacionais, os participantes tiveram acesso a congressos, palestras, demonstrações técnicas e informações sobre gestão, tendências e comportamento do consumidor.Para Consuelo, a feira reúne capacitação, exposição de produtos e oportunidades comerciais. “O empreendedor consegue conhecer novidades, conversar com especialistas e apresentar a própria marca para possíveis parceiros”, afirma.A Beauty Fair segue até 8 de setembro, das 10h às 20h, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP).