A conflagração aberta entre Alexandre de Moraes e André Mendonça forçou a Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) a agir para conter o avanço do tiroteio institucional.Para desarmar a ofensiva processual imediata, o ministro Edson Fachin determinou o desentranhamento do pedido de Moraes – que cobrava investigação formal contra Mendonça no inquérito das fake news – e anexou o caso a um procedimento próprio sob sua relatoria direta.A medida retira de Moraes a tutela sumária do caso e abre uma janela de cinco dias para que os envolvidos, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a direção da Polícia Federal prestem esclarecimentos.No programa do Metrópoles, Ricardo Noblat analisou o recurso ao capital religioso por parte de Mendonça em meio à crise. O ministro foi às redes agradecer orações e pedir bênçãos para si e para o país na condição explícita de “terrivelmente evangélico”. Noblat destacou que o apelo ao púlpito e a memória de episódios em que Mendonça foi ovacionado por (fãs) conservadores revelam uma estratégia clara de blindagem popular.