Gilmar apresenta proposta para vetar policiais federais em gabinetes do STF

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou neste sábado (5/9) uma proposta de alteração no regimento interno da Corte para proibir a nomeação de policiais e militares para cargos e funções comissionadas nos gabinetes de membros do STF.A medida atingiria, entre outros servidores, delegados da Polícia Federal que hoje trabalham como assessores de ministros.A proposta ainda precisa ser analisada e depende do apoio de ao menos seis dos 11 ministros para ser aprovada. A mudança é decidida internamente pela Corte.Pelo texto, a restrição alcança militares das Forças Armadas e integrantes das carreiras policiais previstas na Constituição, mesmo quando estiverem licenciados ou cedidos ao Supremo. A proposta também prevê o retorno aos órgãos de origem de policiais que estão atualmente lotados nos gabinetes.A única exceção prevista é para policiais e militares que exerçam atividades de segurança. Mesmo nesses casos, eles não poderão participar da instrução de inquéritos ou processos nem prestar assessoramento jurídico aos ministros. Leia também BrasilFlávio acusa Moraes de usar Inquérito das Fake News para atacar adversários Demétrio VecchioliTRE-PR dá 24h para Deltan se explicar por vazar sigilo de ministro do STF BrasilFlávio Bolsonaro diz que Moraes é uma “laranja podre” dentro do STF BrasilLula critica discurso de candidatos sobre futuro do país: “Cinismo” Gilmar já havia defendido a mudança ao presidente do STF, Edson Fachin, durante uma conversa na quinta (3/9). Uma das críticas apresentadas à presença de delegados nos gabinetes é o risco de servidores da própria PF passarem a influenciar o andamento de investigações supervisionadas pelos ministros.A discussão ocorre durante a crise provocada pelas apurações do caso Master e a escalada de tensão entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.