Cury defende responsabilidade fiscal e cita dificuldade em “furar a bolha”

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O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu, neste sábado (5), a importância da responsabilidade fiscal para a diminuição da taxa básica de juros. O escritor sugeriu a possibilidade de reduzir a taxa Selic dos atuais dois dígitos para metade do valor atual. Leia mais Lula focará soberania, terras raras e petróleo no Amapá em discurso do 7/9 Zanin aciona TRE-PR após Deltan incluir dados de ministro em registro Time de Flávio busca diálogo com STF em meio à ofensiva contra Moraes “Nós temos que ter responsabilidade fiscal urgente, gastar muito menos do que arrecadamos, para que essa taxa Selic de 14% possa vir a baixar em um ano, quem sabe, a 6%, 7%”, disse Cury durante agenda eleitoral em Araçatuba, em São Paulo.Atualmente, a Dívida Bruta do Governo Geral — que compreende o governo federal, o INSS, os governos estaduais e municipais — avançou para 82,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em julho, o equivalente a R$ 10,9 trilhões, o maior valor desde abril de 2021, quando a dívida estava em 82,62% do PIB.A expectativa dos economistas é de que, diante dessa realidade, a taxa básica atinja o patamar de 12% ao final de 2027 e, dois anos depois, alcance 10%, segundo o relatório do Boletim Focus.Cury pede apoio para “furar a bolha”Durante a agenda, o candidato também solicitou aos seus apoiadores que produzam conteúdos e postem em apoio a ele para “furar a bolha”. Segundo ele, os adversários gastaram centenas de milhões, enquanto sua campanha apostou em milhares.“Se vocês acham que alguém como eu pode representar vocês na política nacional, como presidente, então façam vídeo de apoio, porque furar essa bolha é um desafio. Imagine, eles gastam milhões ou dezenas de milhões de reais por mês para impulsionar nas redes sociais. Nós gastamos um pouco mais de 50 mil reais”, disse.O escritor ainda fez uma referência bíblica sobre sua situação na esfera política, comparando sua história à do rei Davi.“Não é uma luta de um Davi contra um Golias. É um Davi contra um exército de Golias.”Bolsa FamíliaAugusto Cury também defendeu ajustes na política pública do Bolsa Família para permitir a permanência do beneficiário por um período mais extenso após ser contratado.“Tem coisas como o Bolsa Família, algo importante, mas nós temos que ajustar o Bolsa Família, porque eu passei pela pobreza também”, começou. Então eu sei o que é a dor, não porque eu li sobre a dor, mas também porque eu escutei a dor e vivi a dor”, acrescentou.“E eu falei: ‘Olha, o Bolsa Família tem que ser ajustado, quem assina a carteira não perde o benefício’. Pelo menos por um certo tempo, quem faz uma MEI, por um certo tempo, até se adaptar. Porque todo ser humano merece ser abraçado.”Augusto Cury vira alvo de Renan Santos após crescimento em pesquisas | CNN 360°