Lula aposta em soberania; Flávio mira crise no STF: como será o 7 de Setembro dos candidatos

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Os principais candidatos à Presidência chegam ao 7 de Setembro com estratégias diferentes para explorar politicamente a data. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta em uma agenda institucional, com desfile em Brasília e discurso sobre soberania nacional, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pretende transformar a manifestação na Avenida Paulista em demonstração de força contra o Supremo Tribunal Federal (STF).Lula começa a programação oficial às 8h45, com a revista de tropas. Às 9h, está prevista a chegada à Tribuna Presidencial, na Esplanada dos Ministérios, e, às 9h15, o início do desfile de 7 de Setembro.Na noite deste domingo (6), o presidente também fará um pronunciamento de três minutos e 43 segundos em rede nacional. A veiculação foi autorizada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, após pedido da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.Nunes Marques considerou que a mensagem possui caráter institucional e não representa propaganda eleitoral. No discurso encaminhado previamente ao TSE, Lula defenderá a soberania nacional, citará riquezas brasileiras e afirmará: “Não somos, e não seremos colônia de ninguém”.O presidente também fará uma defesa do livre comércio e dirá que nenhum país pode determinar com quem o Brasil deve comprar ou vender, em uma referência às recentes disputas comerciais com os Estados Unidos.Flávio aposta em mobilização contra o STFA campanha de Flávio Bolsonaro, por outro lado, vê o 7 de Setembro como uma oportunidade para ampliar a mobilização de sua base na Avenida Paulista e levar para as ruas o desgaste do STF provocado pelos novos desdobramentos do caso Banco Master.Aliados do senador avaliam que a divulgação de conversas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes pode aumentar espontaneamente o público da manifestação e influenciar as próximas pesquisas eleitorais.Antes mesmo das novas revelações, a equipe de Flávio já tratava o ato como um possível ponto de virada da campanha. Com o agravamento da crise no Supremo, a expectativa interna aumentou.Segundo integrantes da campanha, o episódio envolvendo Moraes deverá aparecer nos discursos de diferentes lideranças presentes na Paulista, inclusive entre nomes considerados mais moderados.O PL também pretende reforçar durante o ato a disputa pelo Senado. A estratégia é defender a eleição de uma bancada maior na Casa, responsável constitucionalmente pela análise de eventuais processos de impeachment contra ministros do Supremo.A legenda já vinha mobilizando lideranças políticas e religiosas para aumentar a presença de apoiadores na manifestação.Renan Santos e Zema também fazem atos contra MoraesO candidato Renan Santos (Missão) convocou uma manifestação própria contra o STF e Alexandre de Moraes para as 11h, no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo.Renan afirmou que pretende cobrar a divulgação das conversas de Daniel Vorcaro com autoridades e disse que não participará do ato organizado por aliados de Flávio Bolsonaro. O candidato também fez acusações contra o adversário do PL relacionadas ao caso Master.Romeu Zema (Novo) também fará uma manifestação na Avenida Paulista. O ato está previsto para começar às 9h20. Depois, o candidato concederá entrevista coletiva e caminhará em direção ao Masp.Zema tem defendido a saída de Moraes do Supremo após a divulgação de novos diálogos envolvendo o ministro e Vorcaro.Cury faz caminhada no RioAugusto Cury (Avante) escolheu uma abordagem diferente. O candidato realizará a “Caminhada da Independência Cury Brasil”, em Copacabana, no Rio de Janeiro.A concentração está marcada para as 9h, no Posto 6, com caminhada até o Posto 5. A campanha apresenta o evento como uma mobilização pela pacificação, pelo diálogo e pela superação da polarização. Antes, participará da sabatina da Jovem Pan, em São Paulo.Já Ronaldo Caiado (PSD) deve permanecer no entorno do Distrito Federal, mas não confirmou participação em nenhum evento ou manifestação.