Greve em SP: Ferroviários dão prazo de 1h para proposta de Tarcísio

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O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil deu um prazo de uma hora para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), dar uma resposta às demandas feitas pela categoria, em greve desde a manhã desta terça-feira (4/8). No momento, três linhas do sistema ferroviário paulista estão parcialmente paralisadas.Em um discurso durante evento público na sede dos sindicalistas, um dos diretores do movimento, Luís Barbosa Neto Júnior, deu o ultimato ao governador, que termina por volta das 18h45.“Uma hora para que o governador Tarcísio de Freitas nos chame para uma conversa e para uma proposta que atenda aos anseios da categoria”, afirmou Luís. “Nós precisamos de garantia do emprego dos trabalhadores da CPTM.”Os líderes do movimento também reforçaram que, “caso ele [Tarcísio] queira acabar essa greve hoje, ele pode fazer a proposta”, e que a decisão “está nas mãos” do governador. Leia também São PauloFerroviários negam caráter partidário de greve após fala de Tarcísio São PauloGreve na CPTM: Linha 13-Jade inicia operação parcial São PauloVolta para casa complicada: greve em 3 linhas da CPTM afeta 780 mil São PauloPara Ricardo Nunes, greve na CPTM é “mensagem política partidária” Mais cedo, Tarcísio criticou greveNa manhã desta terça-feira, o governador de São Paulo criticou a paralisação das três linhas pelos ferroviários. Em nota publicada nas redes sociais, Tarcísio afirmou que a paralisação “é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem”.“A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo. Uma concessão é feita para melhorar os serviços, eliminar problemas de via permanente, trazer trens novos, garantir estações mais acessíveis, eliminar falhas na via aérea de alimentação e nas subestações, estender as linhas até Bonsucesso ou até César de Souza e dar mais confiança ao sistema”, acrescentou o governador.“Negociações aconteceram, garantias de manutenção de emprego foram dadas e descartadas pelo sindicato, que não só ignorou a proposta do governo, como também, mais uma vez, ignora a decisão da Justiça do Trabalho”, completou Tarcísio.7 imagensFechar modal.1 de 7Estação Paraíso das Linhas 1-Azul e 2-Verde do Metrô teve aumento de passageiros por conta da greve da CPTMIsabela Thurmann/Metrópoles2 de 7Por conta da greve na CPTM, algumas estações do Metrô tiveram maior número de passageirosEnzo Marcus/Metrópoles3 de 7Estação Penha da Linha 3-Vermelha do Metrô no sentido Barra Funda com maior número de passageirosEnzo Marcus/Metrópoles4 de 7Enzo Marcus/Metrópoles5 de 7Enzo Marcus/Metrópoles6 de 7Estação Itaquera da Linha 3-Vermelha do Metrô na manhã desta terçaEnzo Marcus/Metrópoles7 de 7Enzo Marcus/MetrópolesGrevePor conta da greve dos ferroviários, o governo de São Paulo acionou um plano de contingência para reduzir os impactos da paralisação, que atinge as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.Por volta das 17h, a Linha 11-Coral estava com operação parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases. Já a Linha 12-Safira funcionava em operação parcial entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade, ao final da tarde, passou a funcionar entre as estações Aeroporto Guarulhos e Engenheiro Goulart.Por conta dos impactos, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos nesta terça e, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o trânsito já estava acima da média às 6h, principalmente na região da zona leste da capital paulista, que é a mais atingida pela greve.Segundo o governo de São Paulo, 128 ônibus gratuitos do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foram acionados para atender os passageiros nas estações Estudantes e Corinthians-Itaquera, da Linha 11, São Miguel Paulista e Calmon Viana, da Linha 12, e Aeroporto de Guarulhos e Engenheiro Goulart, da Linha 13.Já o Metrô de São Paulo antecipou a abertura das estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h. Na Linha 3, foram adicionadas mais composições à circulação e trens vazios podem ser enviados às estações que apresentarem maior lotação ao longo do dia.A CPTM informa que a greve não atinge as demais linhas de trem, como a 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, todas concedidas à iniciativa privada. A Linha 10-Turquesa, operada pela companhia, também não foi afetada pela paralisação.O que diz a CPTMEm nota, a CPTM disse lamentar a decisão do sindicato, “mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”. “Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou multa diária de R$ 400 mil ao sindicato”, informou.