A Última Casa não tem firmeza para contar sua história, mas traz atuações impactantes

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Novo filme estreia na Netflix nesta sexta-feira (7)A Última Casa traz uma proposta interessante e que com certeza vai reavivar memórias de um passado não tão distante em quem assistir. Inexplicavelmente, todas as portas e janelas das casas são seladas e as pessoas ficam confinadas dentro delas. Então, acompanhamos a família Delgado em sua jornada de sobrevivência.O isolamento social e o clima de fim do mundo constroem uma narrativa cativante e dramática, principalmente pela atuação de Wagner Moura como Jason, o pai da família, e Greta Lee como Ann, a mãe. Ambos consegue mostrar muito bem o desespero e ansiedade de estarem vivendo nessa situação, sem explicações e com poucos recursos. Tanto com gestos como em suas posturas, vemos o quanto essa luta cobra deles, que além de tudo querem manter seus dois filhos em segurança.Toda a parte do drama humano lutando para, não apenas sobreviver, mas prosperar, é ótimo e desafia a criatividade dos personagens a encontrarem formas de conseguir comida e água sem sair de casa. E tudo isso ainda precisando lidar com duas crianças assustadas que aos poucos ficam entediadas. Afinal de contas, se ficar preso por alguns dias já é agonizante, imagina meses!E ai que entra o primeiro problema: a passagem de tempo. Enquanto estamos em semanas se passando, o filme consegue se sustentar bem e você vai se conectando aos personagens e suas novas rotinas. Mas quando um longo período de tempo passa e tudo muda, parece que um novo filme começa que não se conecta bem à primeira parte.Junto com essa mudança, o roteiro decide voltar a questão do mistério e o que aconteceu para as casas serem seladas. Ao mesmo tempo que uma explicação é dada, ela parece tão rasa e apressada que você fica se perguntando se era só isso. Além de ter uma resolução tão sem impacto que beira o ridículo terem decidido por esse caminho para encerrar a história.Mas acho importante pontuar aqui que a atmosfera à la Jurassic Park é muito bem feita e te deixa intrigado e prestando atenção nas cenas tensas em que as vidas dos personagens estão em risco. Principalmente com a chuva que está presente quase o tempo todo e traz a sensação de peso e sufocamento.Em suma, A Última Casa funciona até o momento que para de focar na busca pela sobrevivência da família e como eles inventam formas para prosperar nesse cenário. Quando o foco passa a ser o motivo de estarem nessa situação e como enfrentar essa ameaça, a coisa desanda e vai ladeira à baixo. Nem as atuações impactantes de Wagner e Greta conseguem segurar as pontas.Dirigido por Louis Leterrier, A Última Casa estreia na Netflix nesta sexta-feira (7).