O Irã e Omã estão prestes a finalizar uma proposta de estrutura para o transporte comercial pelo Estreito de Ormuz.No entanto, o acordo não reabriria automaticamente a via navegável, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, em entrevista à agência estatal de notícias IRNA (Islamic Republic News Agency).As negociações em curso entre o Irã e Omã são de importância crucial, pois podem levar à reabertura total do ponto de estrangulamento energético mais crítico do mundo. Irã e Omã avançam em acordo sobre transporte em Ormuz, diz autoridade O que sabemos sobre as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz Há 50% de chance de acordo sobre Ormuz entre Irã e Omã até sexta, diz fonte Saiba o que foi abordado nas negociaçõesGharibabadi afirmou que as negociações prosseguem há mais de três semanas e resultaram em um amplo acordo sobre as rotas de navegação de entrada e saída propostas.As conversas também trataram de questões técnicas, da segurança e soberania do Irã e de Omã, e de uma proposta para criar um centro de coordenação conjunta destinado a gerir o tráfego marítimo e coletar informações das embarcações.Segundo o acordo proposto, seriam desativadas as rotas temporárias situadas nas proximidades da ilha iraniana de Larak, no Estreito de Ormuz, e aquelas que passam por águas territoriais de Omã.Partes dos novos corredores de entrada e saída passariam por águas iranianas, marcando uma mudança em relação a um sistema vigente há décadas, no qual o tráfego comercial transitava por águas de Omã, explicou o vice-ministro Gharibabadi.A rota proposta operaria inicialmente por um período de dois a quatro meses, ou possivelmente mais, disse ele. Sua implementação exigiria uma decisão específica da alta cúpula do Irã.“Esse entendimento não significa, por si só, que o Estreito de Ormuz será reaberto”,afirmou ele, acrescentando que a reabertura continua condicionada a pré-requisitos específicos.A CNN entrou em contato com o governo de Omã para obter comentários sobre os detalhes divulgados pela autoridade iraniana.Gharibabadi afirmou que tais condições diziam respeito, em grande parte, aos Estados Unidos, país que ele acusou de restabelecer um bloqueio naval, retomar as hostilidades e reimpor sanções.Os EUA declararam ter retomado os ataques depois que o Irã disparou contra embarcações que transitavam pelo estreito.Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?