King rejeita acordo sindical de funcionários do Candy Crush após um ano de negociações

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A King, desenvolvedora de Candy Crush e subsidiária da Microsoft, decidiu não assinar um acordo coletivo de trabalho (Collective Bargaining Agreement, ou CBA) solicitado por funcionários representados pelos sindicatos suecos Unionen e Sveriges Ingenjörer.A decisão foi comunicada aos colaboradores em junho, encerrando cerca de um ano de negociações entre a empresa e os representantes dos trabalhadores.Empresa diz que modelo atual é o mais adequadoEm comunicado enviado aos funcionários, o presidente da King, Todd Green, afirmou que a decisão “não foi tomada de forma leviana” e apresentou dois principais motivos para rejeitar o acordo.Segundo a empresa, o pacote atual de benefícios oferecido aos funcionários na Suécia já supera, em alguns aspectos, o que normalmente é garantido por um acordo coletivo. Entre os benefícios citados estão:plano de saúde privado;licença parental ampliada;complementação salarial em casos de afastamento por doença;benefícios previdenciários.A King também argumenta que deseja manter um modelo de operação uniforme entre seus estúdios na Europa e nos Estados Unidos.“Acreditamos que nosso modelo operacional atual é o mais adequado para a King neste momento”, afirmou Green.Segundo a empresa, a adoção de um acordo coletivo exigiria mudanças significativas em processos internos e políticas aplicadas apenas aos funcionários suecos.Sindicato considera decisão frustranteImagem: Google Play/ Divulgação Em nota enviada ao Kotaku, o sindicato Unionen afirmou que a decisão foi recebida com decepção por parte dos trabalhadores.Segundo a entidade, muitos funcionários apoiaram a criação do acordo coletivo por enxergarem nele uma forma de garantir mais transparência, segurança e participação nas decisões relacionadas às condições de trabalho.Apesar da negativa, o sindicato informou que continuará dialogando com os trabalhadores e pretende discutir os próximos passos após o período de férias de verão na Suécia.Movimento ganhou força após mudanças internasOs funcionários da King decidiram organizar um núcleo sindical no fim de 2024, após a empresa retirar um benefício relacionado ao atendimento médico privado. O episódio levou parte dos colaboradores a defender uma representação mais forte nas negociações com a companhia.As conversas sobre um acordo coletivo começaram em 2025, período em que a King também enfrentou demissões e foi impactada pelos cortes promovidos pela Microsoft na divisão Xbox.Até o momento, a empresa não informou se pretende retomar as negociações sobre um acordo coletivo no futuro.O post King rejeita acordo sindical de funcionários do Candy Crush após um ano de negociações apareceu primeiro em Olhar Digital.