Como o saruê ajuda no combate a infestações de escorpiões

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A presença de saruê nos bairros ajuda a reduzir naturalmente a população de escorpiões, além de prevenir acidentes e infestações em áreas residenciais. Por ter hábitos noturnos e frequentar os mesmos ambientes, o marsupial encontra no aracnídeo uma fonte de alimento fácil durante a madrugada. Para mostrar como o animal captura essa presa sem sofrer envenenamento grave, a médica veterinária Fernanda Maris detalha a biologia da espécie e a importância do manejo correto. Leia também É o bicho!Entenda o papel do saruê nas cidades e como agir ao encontrá-lo É o bicho!Saruê: expert alerta para o que fazer ao encontrar um deles em casa É o bicho!Saruê: “faxineiro” da natureza equilibra o ecossistema urbano; entenda CiênciaAliado natural: entenda a importância de ter saruês em seu quintal EntendaO saruê e o escorpião dividem os mesmos ambientes e horários na madrugada, tornando o aracnídeo uma presa frequente e acessível.Para não levar uma ferroada na boca, o marsupial mira primeiro na cauda da presa para desarmar o ferrão antes de comer.Proteínas e peptídeos no sangue do saruê neutralizam a neurotoxina, impedindo que picadas causem envenenamento grave ou fatal.Ao reduzir a presença do aracnídeo nos quintais, o saruê ajuda a proteger principalmente crianças e idosos de acidentes graves.Ao avistar um saruê no quintal, o morador deve manter a calma, afastar cães e gatos e deixar caminhos abertos para o bicho ir embora sozinhoA caça noturna e o consumo do escorpião pelo saruêO saruê é um mamífero que consome insetos, aracnídeos, ovos, carcaças e minhocas. Como habita os mesmos locais em que a praga urbana se esconde, a busca por alimento faz com que os encontros entre os dois animais sejam frequentes nas casas, quadras e condomínios.Diferente de galinhas e sapos, que têm hábitos diurnos ou dinâmicas variadas, o marsupial atua exatamente no mesmo período de atividade dos escorpiões. Para dominar o aracnídeo com segurança, a espécie utiliza uma técnica de ataque precisa, mirando primeiro na cauda (telson) para neutralizar o ferrão antes de se alimentar.Essa compatibilidade de horários torna a predação eficiente no ambiente urbano. A veterinária ressalta essa dinâmica ao explicar que “ambos costumam habitar os mesmos locais e os encontros são frequentes, o que torna o escorpião uma fonte de alimento acessível e aproveitada pelo saruê”.Por terem hábitos noturnos, o saruê e o escorpião frequentam os mesmos locais na madrugada, facilitando a caça do aracnídeoSaruês costumam resistir ao veneno de escorpiõesDurante o confronto, é comum que o saruê receba ferroadas. Ele sente dor local e apresenta sintomas inflamatórios, mas não sofre o envenenamento sistêmico grave que acomete seres humanos e outros animais.O organismo do mamífero consegue reverter os danos mais pesados do veneno. A professora destaca a eficácia das substâncias biológicas do animal ao pontuar que “o sangue do saruê apresenta proteínas e peptídeos específicos que se ligam diretamente à toxina do veneno do escorpião, neutralizando sua ação”.Essa característica resulta de um longo processo de evolução adaptativa da espécie, garantindo uma resistência notável, embora não seja uma imunidade absoluta.Proteínas no sangue do saruê inativam a neurotoxina do escorpião, evitando que o mamífero sofras danos graves se for picadoO impacto na proteção de humanos e os riscos de matar o animalA eliminação ou expulsão do mamífero pelos moradores provoca desequilíbrio ecológico local, permitindo que a população indesejada de pragas se multiplique rapidamente. O saruê se alimenta de escorpiões e reduz os riscos entre as crianças e idosos, que formam o grupo de maior risco frente aos riscos com picadas.Trata-se de uma espécie pacífica, silenciosa e protegida pela legislação ambiental brasileira. Matar ou afugentar o bicho traz prejuízos à saúde pública e configura crime ambiental. O animal, vale lembrar, não representa ameaça às famílias e atua no combate de pragas.