A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) afirmou nesta quinta-feira (6) que não apoiará nenhuma ação ou procedimento que se afaste dos mecanismos institucionais na eleição do presidente da Fifa em março, um apoio tácito a Gianni Infantino em meio à crise desencadeada por sua proposta de vender uma participação na Copa do Mundo.A Conmebol havia apoiado a reeleição de Infantino para o mandato de 2027 a 2031 em uma reunião de seu conselho realizada em abril, muito antes de o dirigente ser obrigado a se retratar, na semana passada, do plano de criar uma subsidiária para administrar a Copa do Mundo e alguns de seus eventos por meio da participação de investidores externos.Embora a Fifa tenha reconhecido erros na gestão do projeto — que foi totalmente rejeitado por várias confederações — e tentado acalmar os ânimos durante uma reunião no Marrocos, a crise colocou em dúvida a liderança de Infantino antes das eleições de março, nas quais ele buscará um quarto mandato até 2031. Leia Mais Crise na Fifa: Confederações criticam falta de transparência Conmebol se pronuncia sobre plano da Fifa: "Futebol em primeiro lugar" Uefa diz ter perdido confiança em Infantino após recuo da Fifa A Conmebol comemorou, em um comunicado, a decisão da Fifa de retirar a proposta e expressou sua preocupação com “as repetidas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento desse tipo de situação”.Acrescentou que o órgão “não apoiará nenhuma ação ou procedimento que desconsidere ou se afaste desses mecanismos institucionais” na escolha de “a pessoa que terá a responsabilidade de conduzir a organização durante o próximo mandato, incluindo a organização da Copa do Mundo do Centenário da Fifa 2030”.A Copa do Mundo de 2030 será realizada na Espanha, em Portugal e no Marrocos, mas Argentina, Paraguai e Uruguai contaram com o apoio de Infantino para sediar uma partida cada um e, assim, comemorar o centenário do primeiro torneio disputado em Montevidéu.A Conmebol também está promovendo uma iniciativa para que, na próxima Copa do Mundo, participem, excepcionalmente, 64 seleções.O Conselho da Conmebol afirmou que fazia um apelo para “agir com responsabilidade institucional, fortalecer o diálogo e respeitar plenamente os mecanismos de governança”.“Porque, acima de qualquer diferença, o futebol vem em primeiro lugar”, concluiu.Após repercussão negativa, Infantino desiste de “vender” parte da Fifa