Tesla Model S (imagem: divulgação/Tesla) Resumo co-CEO da Waymo, Dmitri Dolgov, afirma que sistemas de condução autônoma baseados apenas em câmeras não são suficientes para uma condução 100% autônoma;Waymo utiliza uma combinação de câmeras, LiDAR e radares em seus veículos autônomos, cada um com funções específicas, para aumentar a segurança e confiabilidade;Tesla, por outro lado, utiliza apenas câmeras em sua tecnologia Tesla Vision, o que, segundo Dolgov, pode não ser suficiente para alcançar um nível de segurança elevado.Em um evento promovido pela Y Combinator, Dmitri Dolgov apontou o que seria o principal motivo para a Tesla ainda não conseguir fazer seus carros trabalharem de modo totalmente autônomo: sistemas orientados unicamente por câmeras não são suficientes para isso. Ele é co-CEO da Waymo, portanto, fala com propriedade sobre o assunto.É válido relembrar que a Waymo é uma empresa que desenvolve tecnologias para veículos autônomos e que surgiu com um projeto do Google, em 2009. Em 2016, a Waymo tornou-se independente, ainda que permaneça, desde então, sob o guarda-chuva da Alphabet.Dolgov é um dos principais nomes por trás das tecnologias da Waymo. Com base em sua experiência, ele comentou, no evento da Y Combinator, sobre o porquê de a companhia não confiar os sistemas de condução autônoma de seus veículos apenas a soluções baseadas em câmeras.O executivo explicou que os humanos conseguem dirigir usando somente os olhos (como sensores), o que sugere que uma solução baseada apenas em câmeras é tecnicamente possível. O problema é que, se a tecnologia tiver que igualar o desempenho dos humanos, o que é importante para um processo de condução 100% autônomo, o nível de segurança da tecnologia não evoluirá o suficiente.Veículo autônomo da Waymo (Imagem: Reprodução/Waymo)Crítica indireta à TeslaCuriosamente, Dolgov não mencionou a Tesla. Mas ficou subentendido que ele se referia à companhia de Elon Musk. Isso porque, desde 2022, a empresa trabalha com a tecnologia Tesla Vision, que é totalmente baseada em câmeras.Isso porque, para Musk, o LiDAR é caro e desnecessário. Para o empresário, o fato de o sistema viário ter sido estruturado para humanos usando a visão é outra razão para uma tecnologia inteiramente baseada em câmeras ser priorizada.Já a Waymo, por outro lado, faz a sua tecnologia ser baseada em câmeras, em um sistema LiDAR e em radares. Segundo Dolgov, cada uma dessas soluções exerce funções específicas, portanto, uma não é um “backup” da outra:câmeras: oferecem alta resolução e cores, mas têm sua qualidade prejudicada na escuridão ou em ambientes com muita luminosidade;LiDAR: faz medições tridimensionais das estruturas do ambiente;radar: penetra neblina, chuva e neve, e lê a velocidade diretamente com o efeito Doppler (mudanças nas frequências de onda).Dolgov deu a entender que a combinação desses três tipos de componentes torna a condução autônoma mais segura e confiável.É de se pensar que uma solução baseada em mais tipos de sensores também é mais cara, mas, sobre isso, Dolgov argumentou que a tecnologia da Waymo está em sua sexta geração de hardware e, em cada uma delas, os custos diminuíram em relação à anterior.Quem tem razão? Bom, um assunto como esse, complexo que é, dá margem para mais debates. Mas os argumentos de Dmitri Dolgov soam realmente convincentes.Com informações de ElectrekWaymo cutuca Tesla: usar só câmeras em carros autônomos não é boa ideia