O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (5) que “não compensará” fazer o impeachment de Flávio Bolsonaro (PL) caso ele ganhe a eleição, após o anúncio de que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o vice em sua chapa na corrida pela Presidência. Com @Alfredogaspar_ não compensará fazer impeachment de @FlavioBolsonaro .— Eduardo Bolsonaro (@BolsonaroSP) August 5, 2026 O anúncio aconteceu na manhã desta quarta-feira, durante coletiva de imprensa com integrantes do PL em Brasília.Ex-promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, Gaspar construiu a carreira com discurso de combate ao crime organizado. Ele foi procurador-geral de Justiça de Alagoas entre 2009 e 2011 e comandou a Segurança Pública estadual de 2015 a 2022, período em que ganhou maior visibilidade política.Na Câmara dos Deputados, Alfredo Gaspar integra a oposição ao governo Lula (PT) e tem atuação destacada na CPMI do INSS, criada para investigar fraudes e descontos indevidos em benefícios previdenciários. O parlamentar usou a comissão para cobrar responsabilização de envolvidos e defender mudanças nos mecanismos de controle do instituto.Durante o anúncio de Alfredo Gaspar como integrante da chapa, Flávio afirmou que a escolha levou em consideração a atuação do deputado federal na área da segurança pública. Ele também destacou a ligação do parlamentar com Alagoas e os demais estados do Nordeste.É uma pessoa que eu aprendi a admirar, todos vocês aqui aprenderam a admirar pela coragem, honestidade, pela sua história em frente à segurança pública. Alguém que já foi promotor de Justiça, chefe de ministério público do seu estado. Alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPMI do INSS. Alguém que pediu a prisão do Lulinha porque tinha culpa no cartório. E alguém que representa o Nordeste de fatoFlávio Bolsonaro sobre Alfredo GasparMudança de perfilInicialmente, Flávio havia dito preferir uma mulher para o posto de vice. O nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) era defendido pelo presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. Já o candidato à Presidência havia manifestado que gostaria da ex-presidente da Caixa Daniella Marques, do Republicanos, na chapa.Também chegaram a ser aventados os nomes das deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Técio (PP-SP). No entanto, uma vice oriunda do Partido Progressista esbarrou na decisão da sigla em se manter neutra no pleito presidencial.A presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, também foi procurada por dirigentes do PL. A sigla, no entanto, decidiu manter a neutralidade. Assim, o nome da deputada federal foi descartado para o cargo de vice de Flávio.Com a decisão do Republicanos em também permanecer neutro na disputa ao Palácio do Planalto, a campanha de Flávio passou a discutir nomes do próprio PL. Chegou-se a ser cogitada a possibilidade de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ocupar o posto. Na noite de terça-feira (4), ela anunciou que disputará o Senado pelo Distrito Federal.Antes cotada, a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) foi descartada por ser considerada “explosiva”. O entorno de Flávio avaliou que a parlamentar poderia dar declarações polêmicas que prejudicariam a campanha.