A Petrobras (PETR4) divulgará seus resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). Segundo analistas, a expectativa é para forte crescimento, apoiado tanto por maior produção, como observada na prévia operacional divulgada na semana passada, quanto pela alta do petróleo. Leia mais: Bradesco, Itaú, Petrobras e mais divulgam balanços do 2T26 nesta semana; veja agendaDestaques: Petrobras deve ser um dos destaques da temporada de balanços, com projeções de Ebitda entre US$ 18 bilhões e US$ 19 bilhões no 2T26, apoiadas pela alta do petróleo, maior produção e desempenho operacional sólido.Os analistas esperam dividendos próximos de US$ 3 bilhões, com o Itaú BBA estimando pagamento de US$ 3,1 bilhões, equivalente a um dividend yield de cerca de 3%.A produção atingiu níveis recordes, impulsionada pelo avanço dos projetos do pré-sal e pela entrada de novos poços e plataformas, com destaque para o campo de Búzios, que superou 1,2 milhão de barris por dia.Refino e exportações também ganharam força no trimestre, reduzindo a necessidade de importação de diesel e favorecendo os resultados da companhia, segundo avaliações de Itaú BBA, BB Investimentos e Bradesco BBI.Trimestre forteSegundo projeções do Itaú BBA, o Ebitda deve ficar em US$ 18,4 bilhões, avanço de 54% em relação ao trimestre anterior, impulsionado por uma combinação de desempenho operacional sólido, alta de 24% nos preços do petróleo e receitas mais fortes com combustíveis no mercado doméstico, incluindo os efeitos dos subsídios. Com isso, o banco estima que a estatal distribua US$ 3,1 bilhões em dividendos ordinários, o que representa um dividend yield de aproximadamente 3%.Na avaliação do Itaú BBA, a geração de caixa da companhia continuará robusta, apesar do aumento dos investimentos. O banco projeta um capex caixa de US$ 4,6 bilhões no trimestre, já considerando que os investimentos de 2026 deverão superar a faixa inicialmente prevista pela empresa, refletindo a aceleração da execução de projetos no segmento de exploração e produção. Esse movimento reforça a estratégia da Petrobras de ampliar sua capacidade operacional e sustentar o crescimento futuro.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 2º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 2T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olhoPor outro lado, parte da melhora operacional deve ser compensada pela pressão do capital de giro. O Itaú BBA estima um consumo de US$ 4,5 bilhões nessa linha durante o trimestre, dos quais US$ 2,3 bilhões correspondem a créditos relacionados a subsídios que deverão ser recebidos apenas no terceiro trimestre. Ainda assim, o banco avalia que a Petrobras segue como um dos principais destaques da temporada de resultados do setor, combinando forte geração de caixa, avanço operacional e perspectiva de remuneração relevante aos acionistas.Na mesma linha, Daniel Cobucci, analista CNPI do BB Investimentos, destacou que os dados operacionais divulgados pela Petrobras para o segundo trimestre vieram novamente em patamar forte. O analista ressalta que Búzios foi o principal destaque operacional do período, ao registrar sucessivos recordes e superar a marca de 1,2 milhão de barris por dia. Para Cobucci, os ganhos de eficiência operacional também tiveram papel importante, adicionando cerca de 70 mil barris por dia à produção na comparação com o mesmo período do ano passado. Em sua avaliação, a combinação entre a boa execução dos projetos do pré-sal e o baixo custo de extração continua ajudando a reduzir os impactos da volatilidade cambial e dos preços do petróleo sobre os resultados da companhia.O BB Investimentos também chama atenção para o fortalecimento das operações de refino. A produção total de derivados avançou 5,6% em relação ao trimestre anterior e 10,9% na comparação anual, com recordes de produção de diesel S10 e querosene de aviação. O maior nível de utilização das refinarias permitiu reduzir significativamente as importações, incluindo uma queda de 85% nas compras externas de diesel frente ao mesmo período de 2025. Além disso, as exportações cresceram 41% na base anual, levando as exportações líquidas a mais que dobrarem no período, o que deve contribuir positivamente para o desempenho financeiro da Petrobras no trimestre.Para o Bradesco BBI, os números operacionais divulgados pela Petrobras reforçam a expectativa de mais um trimestre forte para a companhia. A produção de petróleo alcançou 2,689 milhões de barris por dia, avanço de 4% em relação ao trimestre anterior, ligeiramente abaixo da estimativa do banco, de 2,720 milhões de barris por dia. Ainda assim, o desempenho do primeiro semestre ficou em torno de 2,6 milhões de barris diários, acima do ponto médio da meta de produção própria prevista no plano estratégico da estatal.O banco destaca que a entrada em operação do FPSO P-79, iniciada em maio, deve continuar contribuindo para o crescimento da produção ao longo dos próximos trimestres, à medida que a plataforma avance em sua curva de ramp-up. Além disso, a combinação entre maior produção de petróleo e uma taxa de utilização das refinarias de 101%, seis pontos percentuais acima da observada no trimestre anterior, fortaleceu a eficiência operacional da companhia.Na visão do Bradesco BBI, esse cenário reduziu a necessidade de importação de combustíveis, especialmente diesel, cujas compras externas recuaram 63% na comparação trimestral, ao mesmo tempo em que permitiu ampliar as exportações de petróleo em 12%. O banco observa ainda que a redução das importações abre espaço para que outros agentes abasteçam o mercado brasileiro, estruturalmente deficitário em diesel. Com base nos números de vendas e produção divulgados pela estatal, o BBI mantém a expectativa de Ebitda entre US$ 18 bilhões e US$ 19 bilhões no trimestre, além de distribuição de dividendos próxima de US$ 3 bilhões.EstimativasIndicadorItaú BBABradesco BBIEbitda (2T26)US$ 18,4 bilhõesUS$ 18 bilhões a US$ 19 bilhõesDividendos ordináriosUS$ 3,1 bilhõesCerca de US$ 3 bilhõesDividend Yield3,0%Não informadoThe post Petrobras (PETR4) divulga seu balanço nesta quinta (6): o que esperar? appeared first on InfoMoney.