Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) querem que o petista concentre parte da agenda deste início de campanha em Minas Gerais. De acordo com interlocutores, a expectativa é que o petista viaje ao estado ao menos duas vezes neste mês para reforçar sua candidatura à reeleição e impulsionar o palanque do ex-ministro Patrus Ananias (PT), candidato ao governo mineiro.Nos bastidores, a avaliação é que Minas Gerais seguirá como um dos estados mais estratégicos da eleição presidencial. Tradicionalmente considerado um estado-pêndulo, o eleitorado mineiro é tratado como prioridade pela campanha petista.Outro fator que anima aliados de Lula é a ausência do senador Cleitinho (Republicanos) na disputa pelo governo estadual. Integrantes da campanha avaliam que o cenário amplia as chances de Patrus chegar ao segundo turno e garantir um palanque mais competitivo para o presidente em Minas.Os petistas também pretendem aproveitar as dificuldades enfrentadas pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estado. Sem um candidato ao governo para liderar seu palanque, Flávio perdeu um aliado considerado estratégico após Cleitinho não entrar na disputa. O senador chegou a ser apontado como principal aposta para fortalecer a candidatura presidencial do PL em Minas, mas demorou para definir seu futuro político e acabou perdendo espaço dentro das articulações do Republicanos, embora a legenda ainda busque alternativas para efetivar a candidatura.Segundo interlocutores da campanha de Lula, esse cenário tem favorecido o presidente entre o eleitorado mineiro. O cálculo interno do PT indica que o petista inicia a campanha com cerca de dez pontos percentuais de vantagem sobre Flávio no estado.Apesar do otimismo, aliados de Lula projetam uma disputa mais equilibrada na reta final. Ainda assim, a expectativa da campanha é ampliar a diferença registrada em 2022 e encerrar a eleição com cerca de um milhão de votos de vantagem em Minas Gerais. No primeiro turno da última eleição presidencial, Lula terminou aproximadamente 560 mil votos à frente de Jair Bolsonaro no estado.