Origem Energia defende royalties menores para viabilizar campos maduros

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Para manter viável a produção em campos maduros, a Origem Energia defende um marco legal para produtores independentes de petróleo e gás que considere as condições econômicas desses ativos. Segundo o CEO da companhia, Luiz Felipe Coutinho, a redução dos royalties e o cuidado com custos associados às emissões de carbono são pontos centrais para permitir novos investimentos nessas operações.Em entrevista ao Alta Voltagem, programa de TV da CNN, Coutinho apontou a criação de um marco federal como o pleito mais sensível para essas empresas. Na discussão sobre royalties, defendeu que a cobrança leve em conta as condições econômicas de campos antigos e marginais.“A redução de royalties é fundamental, porque a economicidade desses campos mais antigos é completamente diferente da economicidade de um ativo novo”, afirmou.O executivo sustenta que a contribuição das operadoras independentes deve ser avaliada também pela geração de empregos e pelos investimentos nas regiões onde atuam. Nesses aspectos, disse, o impacto das empresas pode superar o dos grandes produtores, ainda que isso não ocorra no recolhimento de impostos.Na frente ambiental, Coutinho alertou para o efeito que uma cobrança sobre emissões de carbono poderia ter sobre o desenvolvimento de campos mais antigos. Segundo ele, os custos adicionais podem comprometer a viabilidade de ativos marginais.“Se você quiser onerar as emissões de carbono desses campos mais antigos, mais marginais, você vai cortar efetivamente ou praticamente inabilitar a capacidade de desenvolvimento desses ativos”, disse.Ao fazer essa avaliação, o CEO ressaltou que se referia sobretudo a campos de outras operadoras, com maior participação de petróleo. “No nosso caso, a gente tem 80% de gás natural”, afirmou sobre a Origem.Além das mudanças federais, Coutinho cobrou dos governos estaduais maior compreensão sobre o papel dos produtores independentes no desenvolvimento econômico. Na avaliação dele, essas empresas ampliam os investimentos e a geração de oportunidades em atividades antes conduzidas pela Petrobras.A Origem atua no chamado Polo Alagoas, concessão comprada da Petrobras em 2022 por US$ 300 milhões. A produção desde então subiu de 4 mil para 20 mil barris por dia de óleo equivalente.Para Coutinho, cabe aos Estados entender que “essas empresas estão substituindo com muito mais investimento, muito mais geração de oportunidade econômica, aquilo que a Petrobras fazia”, disse.Coutinho cita Alagoas como exemplo de um Estado que reconhece a importância da atividade mesmo após o desastre provocado pela extração de sal-gema da Braskem, em Maceió. Segundo ele, o governo estadual compreendeu a importância dos produtores independentes para o desenvolvimento econômico local, e o órgão ambiental cumpre seus requisitos e diligências.