A OceanPact (OPCT3) informou nesta terça-feira (3) que suas controladas norueguesas CBO NW1 AS e CBO NW7 AS assinaram memorandos de entendimento para vender as embarcações CBO Energy e CBO Wiser a um grupo estrangeiro atuante no setor de apoio marítimo offshore.Pelo acordo, a compradora pagará US$ 43 milhões por embarcação, totalizando US$ 86 milhões. Do valor total, 10% será pago em até 10 dias úteis após a assinatura, a título de sinal, e o saldo ficará para a conclusão da operação, prevista até 18 de dezembro de 2026.Segundo a companhia, a operação está alinhada à estratégia de alocação eficiente de capital e gestão ativa da frota. Vale pontuar que a transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes usuais, entre elas aprovações societárias de ambas as partes, anuência do cliente da CBO Wiser — que está em contrato vigente — e outras autorizações previstas nos MOAs.No caso da CBO Wiser, a venda só será concluída após a embarcação ser afretada a casco nu à Companhia Brasileira de Offshore (CBO), subsidiária integral da OceanPact, pelo período restante do contrato atualmente em vigor. Com isso, a CBO seguirá operando a embarcação para o mesmo cliente, sem mudança nas condições contratuais.Na Bolsa, as ações operam em alta após o anúncio. Por volta de 15h25 (horário de Brasília), as ações OPCT3 subiam 5,46%, cotadas a R$ 9,47. Acompanhe o tempo real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "OPCT3", "OPCT3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "8b36e52"} ); Transação favorável Analistas do Bradesco BBI chamam atenção para o valor equivalente a cerca de 90% do preço de um PSV novo, apesar de as embarcações terem aproximadamente cinco anos de idade, evidenciando uma “transação extremamente favorável”. Os recursos devem reforçar a estratégia de alocação de capital voltada para distribuição aos acionistas, segundo os analistas.Pelas estimativas do BBI, a operação gera um valor líquido de cerca de R$ 430 milhões, frente a R$ 220 milhões considerados no modelo, resultando em criação de valor de aproximadamente R$ 207 milhões (R$ 0,44 por ação), ou cerca de 5% do valor de mercado da companhia.Devido à depreciação acelerada adotada pela CBO e ao acúmulo de prejuízos fiscais, o Itaú BBA espera que a alíquota efetiva de imposto sobre a transação fique abaixo da alíquota legal, o que deve reforçar a capacidade de pagamento de dividendos da companhia. Atualmente, os analistas estimam um dividend yield (rendimento de dividendo) de 12% para 2026, assumindo distribuição de 100% do lucro líquido.“Outro ponto importante é que ambas as embarcações devem operar fora do Brasil após a conclusão da transação e, portanto, não devem aumentar a pressão competitiva no mercado local de embarcações de apoio marítimo (OSVs)”, dizem os analistas.Embora sejam embarcações relativamente novas, com cerca de cinco anos de idade, ambas operam sob bandeira estrangeira. Assim, a venda não reduz a tonelagem da frota da OceanPact registrada sob bandeira brasileira.