Parlamento da Groenlândia ratifica acordo de segurança firmado com os EUA

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O Parlamento da Groenlândia ratificou nesta terça-feira (3) o acordo de segurança da ilha ártica firmado no início deste ano com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora integrantes de partidos de oposição tenham questionado os benefícios econômicos do tratado.Os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia assinaram o acordo em setembro, com o objetivo de pôr fim às tensões após as repetidas ameaças de Trump de assumir o controle da ilha, território autônomo dinamarquês de localização estratégica e rico em recursos minerais.O tratado amplia a atuação das Forças Armadas dos Estados Unidos na Groenlândia, abrindo caminho para a construção de duas novas bases militares e para a implantação do sistema de defesa antimísseis “Domo Dourado” de Trump, ao mesmo tempo que reafirma a soberania dinamarquesa e o direito dos groenlandeses à autodeterminação. Leia Mais Guerra no Irã custou quase R$ 12 mil por família nos EUA, aponta estimativa Eleições nos EUA: clima na Casa Branca é de "otimismo cauteloso", diz fonte O que pode favorecer republicanos e democratas nas eleições dos EUA A maioria dos parlamentares já havia sinalizado apoio ao acordo durante um primeiro debate no mês passado.A votação desta terça-feira terminou com 16 votos favoráveis, nenhum contrário e sete abstenções.Em janeiro, a Casa Branca afirmou que Trump estava discutindo opções para adquirir a Groenlândia, incluindo a possibilidade de recorrer às Forças Armadas dos Estados Unidos. A declaração alarmou governos europeus e desencadeou intensos esforços diplomáticos para amenizar a situação.O ministro das Relações Exteriores da Groenlândia, Mute Egede, afirmou nesta terça-feira que a ratificação do acordo representa um passo importante para a ilha.“Precisamos aceitar que a paz e a estabilidade não são mais algo que podemos considerar garantido”, disse Egede aos parlamentares em Nuuk, pouco antes da votação.O partido de oposição Naleraq, principal voz política em defesa da independência da Groenlândia, questionou os benefícios econômicos do acordo durante o debate.“Estamos buscando um acordo melhor, do qual possamos nos beneficiar quando nos tornarmos um Estado independente. Mas não obtivemos nenhum benefício econômico com este acordo”, afirmou o presidente do Naleraq, Pele Broberg.O Parlamento da Dinamarca deve realizar a primeira leitura do projeto de lei em 11 de novembro, seguida de uma segunda leitura e de uma votação em 19 de novembro.O acordo executivo entrará em vigor assim que for ratificado pela Dinamarca e pela Groenlândia e não precisará de aprovação do Senado dos Estados Unidos.O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?