O fundo imobiliário Caixa Agências (CXAG11) anunciou, por meio de fato relevante, que ajuizou ações revisionais de aluguel referentes a seis imóveis de seu portfólio que estão locados à Caixa Econômica Federal (CEF).Segundo o documento, a iniciativa já estava prevista nos contratos originais de locação, firmados em 2021, e busca adequar os valores pagos pela instituição financeira às condições atuais de mercado.O comunicado, porém, não informa qual seria o reajuste pretendido nem quanto uma eventual revisão poderia representar de receita adicional para o veículo.Apesar da medida judicial, não houve alteração nas condições vigentes. De acordo com o fato relevante, os acordos seguem sendo cumpridos normalmente, e a Caixa continua pagando os aluguéis pelos valores atualmente estabelecidos.A judicialização da revisão também não impede uma solução negociada entre as partes. A gestora do FII, RB Asset Management, informou que mantém aberto o diálogo com a instituição financeira e que um acordo amigável poderá ser celebrado durante o andamento das ações.O fundoO CXAG11 teve sua carteira formada em outubro de 2021. Na ocasião, a Caixa Econômica Federal integralizou 32 agências bancárias ao fundo por meio de uma operação na modalidade sale and leaseback, com contratos de locação de 10 anos.Nesse modelo, a estatal transferiu os imóveis ao veículo, mas permaneceu ocupando as propriedades como inquilina.Os contratos firmados à época estabelecem correção anual dos aluguéis pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), prevalecendo o menor entre os dois indicadores.Além disso, embora as partes tenham renunciado ao direito de solicitar revisões judiciais dos valores, os contratos preveem uma exceção para uma ação revisional no quinto ano de vigência.Assim, a iniciativa anunciada pelo fundo imobiliário ocorre dentro da janela contratual prevista para esse tipo de revisão.Dividendo recordeNo campo dos dividendos, o CXAG11 também anunciou que pagará o maior rendimento de sua história: os cotistas receberão R$ 1,32 por cota no próximo dia 18 de novembro.O valor representa um aumento de aproximadamente 83,3% em relação ao pagamento anterior, feito em outubro, de R$ 0,72 por papel.A data-base, ou seja, o último dia de negociação com direito ao provento maior, foi na sexta-feira, 30 de outubro.