Mila Seidl, viúva de Lito Sousa, revelou detalhes sobre os últimos momentos de vida do piloto. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., nesta terça-feira (3), ela contou que o influenciador morreu em decorrência de uma pneumonia.Especialista em aviação, Lito foi diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara, progressiva e fatal. Ele faleceu no início de outubro, aos 59 anos. Durante a conversa, Mila detalhou os dias que antecederam a morte do marido e revelou que ele permaneceu cognitivamente preservado até o fim.[jms-related-posts ids="1305423,1303966"]No entanto, a doença provocou uma espécie de "aprisionamento" em seu próprio corpo, especialmente após o agravamento do quadro de pneumonia. Com a progressão da DCJ e da pneumonia, Lito perdeu os movimentos dos braços e das pernas, a sustentação do tronco e a capacidade de permanecer sentado.Posteriormente, também deixou de controlar os movimentos do pescoço e da cabeça. A condição ainda afetou sua capacidade de deglutição e ele passou a apresentar dificuldades para engolir alimentos e até mesmo a própria saliva, o que tornou necessário o uso de uma sonda de alimentação.[caption id="attachment_1266884" align="aligncenter" width="617"] Mila Seidl ao lado de Lito Sousa. (Foto: Reprodução/Instagram)[/caption]Antes de morrer, ele deixou um testamento e declarações de vontade, nas quais expressou que não gostaria de ser intubado nem de ser mantido em estado vegetativo."Ele tinha feito algumas declarações de vontade, de coisas que topava e coisas que não topava. Ele fez um testamento quanto a essa declaração de vontade. Na declaração, colocou o médico dele como responsável por decidir as coisas, e não eu, porque me conhecia e sabia que eu iria com ele até o fim", explicou Mila Seidl.[anuncio]A viúva contou que chegou a adaptar a casa para receber o marido e oferecer os cuidados necessários. Entre as mudanças, estavam a ampliação das passagens do imóvel para permitir a circulação de uma cadeira de rodas."Eu já estava pronta para ficar com o Lito quatro, cinco, seis, dez, 15, 20 anos na cadeira de rodas, fosse como fosse. Mandei adaptar toda a casa, aumentar as passagens para ele poder ir de cadeira de rodas. A gente já estava mudando de casa para poder receber ele. Foi tudo pensado nisso", destacou.[caption id="attachment_1269606" align="aligncenter" width="617"] Lito foi diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). (Foto: Divulgação/RECORD)[/caption]Entretanto, o diagnóstico de pneumonia mudou o cenário. Lito começou a receber tratamento com antibióticos, mas a equipe médica alertou que, caso não apresentasse melhora, seria necessário considerar a intubação — procedimento que contrariava sua vontade previamente documentada.Como não houve resposta satisfatória ao tratamento, os níveis de oxigenação de Lito começaram a cair. Diante do agravamento, os médicos explicaram que ele precisaria de um suporte respiratório mais intenso, o que também iria contra os desejos expressos.[anuncio]"Naquela situação dele não tinha como reverter. Então seria como manter ele vivo artificialmente. Ele ficaria com sonda, com tubo, sedado, mas não estaria aqui. E isso era uma situação que ele não queria", lembrou.A decisão de não autorizar a intubação foi um dos momentos mais difíceis para Mila Seidl. Ela contou que chegou a questionar a equipe médica, mas compreendeu que precisava respeitar a vontade que o marido havia deixado registrada. Ao todo, Lito permaneceu por quase 72 horas sob cuidados paliativos. Segundo Mila, devido à boa saúde e ao coração forte, o organismo dele resistiu por mais tempo.[caption id="attachment_1298995" align="aligncenter" width="617"] Mila Seidl e Lito. (Foto: Reprodução/ Instagram)[/caption]Foi nesse período que começou a ser produzido o vídeo de despedida de Lito, a pedido do próprio influenciador. "Isso era uma recomendação que ele deu: 'Eu quero que você comunique as pessoas de uma forma bonita. Não quero que apareça você chorando'", contou.Mila Seidl permaneceu ao lado do marido durante esse período, mas não conseguiu acompanhá-lo em seus últimos minutos de vida. "Eu não dei conta de ficar. Eu fiquei o tempo inteiro, mas no final, não consegui", confessou.[anuncio]Quem acompanhou Lito em sua despedida final foi Mauro, grande amigo e também piloto. Fernanda Cieri, médica e amiga da família, também estava presente. Para o momento, foi preparada uma playlist com músicas de que Lito gostava, que tocava "Ordinary World", da banda Duran Duran, quando ele se foi.Assista abaixo: