PRIO (PRIO3) lucra 468% mais e gera US$ 781 milhões em caixa; vêm dividendos?

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PRIO (PRIO3) lucra 468% mais e gera US$ 781 milhões em caixa; vêm dividendos?A PRIO (PRIO3) entregou um terceiro trimestre de 2026 com números que chamaram a atenção do mercado. A petroleira registrou lucro líquido de US$ 517 milhões, um salto de 468% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas, além do crescimento expressivo, outro ponto ganhou espaço entre os analistas: com a geração de caixa em alta e o endividamento em queda, a possibilidade de remuneração aos acionistas começa a ganhar força.Em relatório divulgado na quarta-feira (4), os analistas Regis Cardoso e Enzo Sozzi, da XP, destacaram que os resultados operacionais superaram as expectativas, impulsionados pelo aumento da produção de petróleo, pela redução dos custos e pela melhora das condições comerciais.A instituição manteve recomendação de compra para as ações da PRIO, com preço-alvo de R$ 78, o que representa um potencial de valorização de 25% em relação à cotação de R$ 62,30 utilizada no relatório.A Black Friday da Suno já começou! Essa é a sua chance de desbloquear mais de R$ 300 mil em bônus e garantir um plano de investimentos para os próximos três anos. Confira as condições especiais!PRIO (PRIO3): o que explica o salto de 468% no lucro?O crescimento não ficou restrito à última linha do balanço. A receita líquida da PRIO alcançou US$ 1,37 bilhão entre julho e setembro, avanço de 146% na comparação anual e de 12% em relação ao segundo trimestre.Já o Ebitda ajustado, indicador que mede o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, chegou a US$ 1,07 bilhão, crescimento de 235% em um ano.O resultado ficou 11% acima da projeção da XP, que esperava US$ 966 milhões. Segundo os analistas, a surpresa positiva veio principalmente da combinação de receitas mais fortes e despesas operacionais menores.A produção também ajudou a explicar o desempenho. A PRIO atingiu média de 185,9 mil barris de petróleo por dia no terceiro trimestre, beneficiada especialmente pela contribuição de Wahoo, que completou seu primeiro trimestre inteiro com os quatro poços produtores em operação.Outro destaque foi o custo de extração, conhecido como lifting cost, que caiu para US$ 7,90 por barril, redução de US$ 1 em relação ao trimestre anterior.Para os analistas, os ganhos de eficiência em Peregrino e a maior contribuição de Wahoo devem ajudar a manter os custos de produção em trajetória de queda nos próximos trimestres.Dividendos da PRIO estão mais próximos?Se o lucro chamou atenção, a geração de caixa pode ser ainda mais importante para os investidores.A XP calcula que o fluxo de caixa livre ao acionista, desconsiderando as variações do capital de giro, alcançou US$ 781 milhões no trimestre. O montante equivale a um rendimento de geração de caixa de 8,7% no período, ou aproximadamente 35% em termos anualizados.Isso não significa, porém, que a PRIO distribuirá esse percentual em dividendos. O indicador representa a capacidade de geração de caixa em relação ao valor de mercado, e não uma remuneração anunciada aos acionistas.O avanço financeiro também permitiu reduzir a dívida líquida em US$ 586 milhões, para US$ 3,46 bilhões. Com isso, a alavancagem caiu de 1,5 vez para 1,1 vez a relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses.Na avaliação de Regis Cardoso e Enzo Sozzi, a velocidade de redução do endividamento continuará sendo acompanhada de perto, mas a possibilidade de um anúncio de remuneração aos acionistas ganha relevância diante do ambiente favorável para a geração de caixa.A companhia já destinou US$ 71 milhões à recompra de ações durante o trimestre. Entretanto, o relatório não confirma qualquer nova distribuição de dividendos.Para os próximos meses, os analistas esperam que a PRIO continue se beneficiando da eficiência operacional e da redução dos custos de extração.Assim, depois de um trimestre de lucro expressivo, produção maior e dívida menor, o próximo capítulo da PRIO (PRIO3) será acompanhado não apenas pelos resultados operacionais, mas também pela maneira como a companhia decidirá utilizar o caixa gerado.