EZTEC (EZTC3) vende menos do que lança; quem acumula estoque de imóveis?

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EZTEC (EZTC3) vende menos do que lança; quem acumula estoque de imóveis?Construir não tem sido o problema. O desafio para algumas incorporadoras brasileiras é vender no mesmo ritmo. Um levantamento da XP mostra que empresas como EZTEC (EZTC3), Moura Dubeux (MDNE3) e Trisul (TRIS3) estão lançando mais empreendimentos do que conseguem comercializar, aumentando o risco de formação de estoque de imóveis.O estudo, divulgado na terça-feira (3), analisou a relação entre vendas líquidas e lançamentos nos nove primeiros meses de 2026. No segmento de média e alta renda, o indicador chegou a 0,81, ou seja, para cada R$ 1 em lançamentos, foram registrados R$ 0,81 em vendas.Segundo os analistas Ygor Altero e João Rodrigues, a diferença pode representar pressão sobre preços e margens das construtoras caso a demanda não acompanhe o volume de novos projetos.É HOJE, ÀS 20H! A Black Friday da Suno começa com uma live gratuita de Tiago Reis e do professor Marcos Baroni sobre como construir patrimônio investindo em boas empresas, mesmo em cenários de incerteza. E tem mais: bônus de até R$ 400 em descontos. Garanta sua vaga e participe ao vivo!Quais construtoras estão acumulando estoque de imóveis?Entre as incorporadoras de média e alta renda, a EZTEC apresenta a menor relação entre vendas e lançamentos, de 0,74. Na sequência aparecem Moura Dubeux, com 0,75, e Trisul, com 0,76.Confira os números do levantamento:EZTEC (EZTC3): 0,74Moura Dubeux (MDNE3): 0,75Trisul (TRIS3): 0,76Cyrela (CYRE3): 0,81Even (EVEN3): 1,16Melnick (MELK3): 1,42Indicadores abaixo de 1 mostram que os lançamentos superaram as vendas líquidas, sinalizando potencial aumento dos estoques. Já Even e Melnick registraram relações superiores a 1, principalmente porque reduziram o ritmo de novos projetos e concentraram esforços na comercialização das unidades existentes.A XP também destaca que o encarecimento do financiamento imobiliário, após aumentos de taxas por bancos como Santander, Itaú e Bradesco, pode dificultar a recuperação das vendas.Baixa renda apresenta cenário mais equilibradoNa contramão das incorporadoras de média e alta renda, as construtoras voltadas à baixa renda apresentam uma relação mais próxima do equilíbrio.Nesse segmento, a proporção entre vendas e lançamentos avançou de 0,83 nos nove primeiros meses de 2025 para 0,94 no mesmo período de 2026.A Direcional (DIRR3) lidera, com indicador de 1,07, seguida pela MRV (MRVE3), com 0,97. Plano&Plano (PLPL3) aparece com 0,89, enquanto a Tenda (TEND3) registra 0,87, após acelerar seus lançamentos.Parte dessa resistência está associada ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Segundo os dados reunidos pela XP, o programa já responde por 70% das vendas residenciais em São Paulo, enquanto o FGTS representa 83% do financiamento da política habitacional brasileira.Apesar disso, os custos seguem pressionados. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) subiu 0,35% em outubro e acumula alta de 6,75% em 12 meses.Para os analistas, a baixa renda apresenta uma relação mais equilibrada entre oferta e demanda. Já as incorporadoras de média e alta renda podem precisar reduzir lançamentos, acelerar vendas ou vender ativos para evitar que o aumento do estoque de imóveis comprometa suas margens e a geração de caixa.