Dois em cada três pequenos negócios que contratam influenciadores alcançam resultados positivos

Wait 5 sec.

Dois em cada três pequenos negócios que utilizaram influenciadores digitais para divulgar produtos, serviços ou a própria marca registraram resultados positivos para a empresa. É o que revela a pesquisa “O Impacto dos Influenciadores Digitais na Estratégia Comercial de MPE e MEI”, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento avaliou a percepção de empreendedores de todo o país sobre o impacto dessas parcerias nas estratégias comerciais de seus negócios.O ganho de visibilidade da marca figurou como o principal benefício apontado. Esse efeito foi relatado por um terço dos pequenos negócios em geral, atingindo 45% das micro e pequenas empresas (MPE). Entre os diferentes setores econômicos, o aumento de notoriedade foi mais expressivo no Comércio (39%) e em Serviços (38%), superando a Indústria (24%). Regionalmente, o destaque coube ao Nordeste (45%) e ao Norte/Centro-Oeste (40%).A natureza do resultado obtido também varia de acordo com o porte do empreendimento. Enquanto as MPE observaram principalmente a expansão da visibilidade no mercado, entre os microempreendedores individuais (MEI), além da maior visibilidade (29%), destacaram a captação direta de público: 24% deles afirmaram que a ação trouxe novos clientes. No setor de Comércio, cerca de uma em cada três empresas constatou ampliação do engajamento e da interação em suas redes sociais após as campanhas.Os influenciadores estão revolucionando a maneira de se comunicar. A presença digital é estratégia fundamental para qualquer empreendedor. Os pequenos negócios se mostraram ainda mais preparados para o mundo digital. Por isso, o Sebrae apoia os pequenos negócios e o trabalho dos influenciadores, ampliando as oportunidades. A atuação com os influenciadores representa uma oportunidade para quem quer expandir o alcance da marca e o potencial de vendas.Décio Lima, presidente do SebraeAdoção atual e modelos de remuneraçãoApesar do índice favorável de retorno entre os que aderiram à estratégia, o uso de influenciadores digitais ainda é restrito a uma parcela pequena de pequenos negócios. De acordo com a sondagem, cerca de três em cada quatro pequenos negócios (mais de 70%) nunca contrataram esses profissionais. A utilização efetiva alcança 23% das empresas brasileiras de pequeno porte, patamar verificado tanto entre MEI quanto em MPE. O segmento com maior taxa de adesão é o Comércio, com 28%, e a região de maior presença relativa é o Nordeste, com 29%.Em relação à contrapartida financeira oferecida aos influenciadores, a permuta por produtos ou serviços e o pagamento de cachê (valor fixo) configuram as principais modalidades adotadas. Entre os MEI, a permuta desponta como a alternativa mais frequente, aplicada por 29% dos respondentes, contra 16% que pagaram valores fixos. Já no universo das MPE, a remuneração monetária fixa é preponderante, sendo assinalada por 36% das empresas.O formato de pagamento também espelha particularidades setoriais e geográficas: o cachê em valor fixo foi o modelo mais registrado no Comércio (30%), ao passo que em Serviços e na Indústria prevaleceu a troca de produtos e serviços. Na divisão por regiões, a permuta lidera na maior parte do território nacional, com exceção do Norte/Centro-Oeste, onde predominou o pagamento de cachê ou quantia fixa.Foto: DivulgaçãoDisposição para contratações futurasO estudo do Sebrae e da FGV identificou uma perspectiva de expansão do mercado de influência voltado aos pequenos negócios. Entre os empresários que nunca contrataram influenciadores digitais, metade (51%) declarou ter interesse ou abertura para utilizar o serviço no futuro, assinalando que “sim” ou “talvez” contratariam.A disposição futura é significativamente mais expressiva entre os microempreendedores individuais: mais de 60% dos MEI que ainda não adotaram essa estratégia afirmaram considerar o investimento, índice que cai para 34% entre os gestores de MPE. No recorte setorial, o Comércio lidera com 54% dos empreendedores se dizendo abertos a essa possiblidade.No âmbito regional, os empreendedores do Norte/Centro-Oeste despontam com a maior receptividade à adoção futura (60%), enquanto as regiões Sul e Sudeste registraram os menores índices de interesse declarado.