Marcopolo (POMO4) tem queda de 43% no lucro do 3T26, com retração de receita e margens

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A Marcopolo (POMO4) registrou lucro líquido de R$ 186,5 milhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), queda de 43,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo a desaceleração na produção, menor receita e compressão das margens operacionais.A receita operacional líquida somou R$ 2,29 bilhões, recuo de 8,5% na comparação anual. O resultado foi acompanhado por uma redução de 25,2% na produção total da companhia, que atingiu 3.085 unidades no trimestre.O Ebitda da fabricante de carrocerias para ônibus totalizou R$ 274,1 milhões, queda de 34,7% frente ao 3T25. A margem Ebitda ficou em 12,0%, uma contração de 4,8 pontos percentuais em relação aos 16,8% registrados um ano antes.Já o lucro bruto alcançou R$ 464,8 milhões, recuo de 30,5%, enquanto a margem bruta caiu de 26,7% para 20,3%.O lucro por ação foi de R$ 0,151, redução de 47,1% na base anual.Mercado externo pesa sobre desempenhoA retração dos resultados veio acompanhada de uma piora no desempenho das operações internacionais. A receita obtida no exterior somou R$ 703,2 milhões, queda de 21,4% em relação ao terceiro trimestre de 2025.As exportações a partir do Brasil geraram receita de R$ 377,8 milhões, alta de 3% na comparação anual, amenizando parcialmente a queda dos negócios em outros mercados.No acumulado de nove meses, a companhia reportou receita líquida de R$ 6,32 bilhões, queda de 2,6%, enquanto o lucro líquido recuou 19,2%, para R$ 722,4 milhões.Produção de ônibus no Brasil desaceleraSegundo dados da Fabus citados pela companhia, a produção brasileira de carrocerias para ônibus alcançou 6.740 unidades no terceiro trimestre, recuo de 7,1% frente ao mesmo período do ano passado.No mercado interno, a produção destinada ao Brasil somou 5.818 unidades, queda de 4,8%. Já as exportações totalizaram 922 unidades, retração de 19,1% na comparação anual.Entre os segmentos, os veículos rodoviários tiveram queda de 11,4% na produção, para 1.933 unidades, enquanto os urbanos recuaram 16,5%, para 2.272 unidades. Em contrapartida, os micros avançaram 11,6%, para 1.671 unidades, e os modelos volare cresceram 1,3%, para 864 unidades.