As redes sociais e os marketplaces estão entre os principais canais da jornada de compra de moda no Brasil. Da descoberta à consideração, as redes sociais e os vídeos lideram a participação observada na jornada, com 18,3%, seguidos pelos marketplaces, com 15,2%. Já no tráfego dos sites do setor, o acesso direto ocupa a primeira posição, com 26,1% das visitas. Na etapa de conclusão da compra, os marketplaces concentram 48,3% das compras online analisadas, quase metade do total.Os dados fazem parte do estudo State of Channels 2027, realizado pela Conversion e Similarweb, que analisa os canais utilizados pelos consumidores e o tráfego digital do setor de Moda e Vestuário.Na descoberta de produtos, os marketplaces lideram, com 23,1% de participação, seguidos por redes sociais e vídeos, com 19,7%, e sites ou aplicativos oficiais, com 16,7%. Juntos, os três canais representam 59,4% dessa etapa da jornada.Quando o assunto é a descoberta de marcas, as redes sociais e os vídeos assumem a liderança, com 23,1%. Os marketplaces aparecem em seguida, com 17,3%, e os sites e aplicativos oficiais registram 12%.Na etapa de consideração, a disputa entre redes sociais e marketplaces fica mais equilibrada. As redes sociais e os vídeos representam 18,8% da participação ponderada, enquanto os marketplaces somam 17,1%. A diferença de apenas 1,7 ponto percentual mostra a proximidade entre os dois canais nessa fase.Acesso direto concentra tráfego e caminho até a compraNos sites de Moda e Vestuário analisados, o acesso direto representa 26,1% do tráfego digital, seguido por Busca paga, com 17,6%, Display, com 17,3%, e Busca orgânica, com 16,3%. Acesso direto, Busca paga e Display, juntos, concentram 61% das visitas.O comportamento também aparece no último caminho lembrado antes da compra. Acesso direto responde por 45,8% das declarações, mais que o dobro da participação de Busca, com 19,2%. Display, afiliados e comparadores representam 8,8%, enquanto redes sociais e vídeos registram 7,7%.Apesar da concentração do acesso direto nessa etapa, o ambiente de conclusão das compras apresenta outra configuração. Os marketplaces recebem 48,3% das compras online analisadas, enquanto sites e aplicativos oficiais respondem por 29,1%. Lojas online especializadas representam outros 16,3%.Shein lidera visitas e downloadsEntre os domínios de moda analisados, a Shein lidera em volume de visitas, com 734 milhões no período. A Lojas Renner aparece na segunda posição, com 200 milhões, seguida por Riachuelo, com 96,8 milhões; C&A, com 90,8 milhões; e Arezzo, com 44,7 milhões.Os cinco primeiros domínios concentram 48,3% das visitas dos cem sites observados. A Shein, sozinha, reúne 28% do total.A liderança da varejista também aparece no ambiente mobile. A empresa registra 35,1 milhões de downloads e média diária de 8,2 milhões de usuários ativos que abriram o aplicativo (DAU).A Lojas Renner ocupa a segunda posição nos dois indicadores, com 6,8 milhões de downloads e 1,2 milhão de usuários ativos diários. Na sequência aparecem Riachuelo, com 1,2 milhão de downloads e 420,4 mil DAU; Enjoei, com 420,4 mil downloads e 295,1 mil DAU; e Dafiti, com 2,8 milhões de downloads e 262 mil DAU.Apesar da liderança da Shein, os demais aplicativos presentes no ranking são brasileiros, evidenciando a presença de empresas nacionais entre os principais nomes do mercado de moda no ambiente mobile.Metodologia: o levantamento considera uma survey realizada no Brasil entre 18 e 21 de agosto de 2026, sobre os 12 meses anteriores, com base em jornadas de compra do setor. Os dados de tráfego da Similarweb abrangem desktop e mobile web no Brasil, entre agosto de 2025 e julho de 2026, considerando 2,6 bilhões de visitas analisadas. As duas fontes possuem unidades de análise independentes.Imagem: EnvatoO post Redes sociais e vídeos lideram jornada de compra de moda, com 18,3% apareceu primeiro em Mercado&Consumo.