Pessoas próximas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), veem na possível permanência de Roberto Carneiro, presidente estadual do partido, à frente da Secretaria de Relações Institucionais, um indicativo de que o segundo mandato poderá ter um perfil mais político e voltado à construção de um projeto nacional para 2030.A intenção de manter Carneiro no comando da pasta já existia antes das eleições, como mostrou a coluna. Aliados, no entanto, relataram à Jovem Pan que o presidente do Republicanos não permaneceria no cargo “sem um grande projeto”.Segundo interlocutores, quando Carneiro assumiu a secretaria no lugar de Gilberto Kassab (PSD), o objetivo era melhorar a relação de Tarcísio com os partidos políticos. A avaliação é que essa etapa foi cumprida e contribuiu para a reeleição do governador, conhecido nos bastidores por negociar pouco com as legendas.Agora, a permanência de Carneiro estaria vinculada a uma segunda fase do projeto: manter próximos os mais de dez partidos que integraram a aliança de Tarcísio nas eleições e seguir com uma base ampla para 2030, quando o governador poderá disputar a Presidência da República.Uma das alternativas discutidas era o retorno de Carneiro ao Espírito Santo, seu berço político. Mudanças no secretariadoInterlocutores do Palácio dos Bandeirantes afirmam que Tarcísio ainda não iniciou as conversas oficiais com os partidos aliados sobre eventuais trocas no secretariado. A expectativa é que as reuniões comecem a partir desta quinta-feira (5).O governador estuda levar a atual secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística para a Casa Civil e promover mudanças nas pastas da Saúde, Esportes, Políticas para Mulheres e Turismo.Na Saúde, já está acertado com o atual secretário, Eleuses Paiva (PSD), que ele permanecerá no cargo até que Tarcísio escolha um substituto. O governador sondou o secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Zamarco, e o adjunto da pasta, Maurício Serpa, mas também conversa com outros nomes.Nos bastidores, há a avaliação de que as mudanças no primeiro escalão devem ser concluídas antes do fim de novembro.