A troca de bateria surge como uma alternativa para reduzir o tempo parado de motos elétricas e ampliar o uso do modal por entregadores, segundo informações da Vammo, startup de mobilidade elétrica que atua na Grande São Paulo e em Campinas.No modelo tradicional, a recarga pode levar de quatro a dez horas, de acordo com as especificações dos fabricantes. Já o sistema de battery swap permite substituir a bateria descarregada por outra carregada em poucos minutos, o que mantém o veículo em circulação e diminui a perda de renda para quem depende da motocicleta para trabalhar.A empresa informa que opera com mais de 300 estações de troca, onde realiza cerca de 27 mil operações por dia. Além disso, afirma ter mais de 11,5 mil motos em circulação em São Paulo e na região metropolitana, com expansão recente para Campinas e municípios vizinhos.Troca rápida atende rotina intensa de entregadoresSegundo o CEO da Vammo, Jack Sarvary, o sistema atende especialmente profissionais que passam longas horas nas ruas. “Temos usuários que rodam entre 200 e 300 quilômetros por dia, fazendo de três a quatro trocas de bateria diariamente, em menos de um minuto”, destaca.Ele explica que as trocas acontecem em pontos preparados para receber baterias descarregadas e liberar unidades com carga completa. Pelo aplicativo, o usuário consulta as estações disponíveis, realiza a substituição e segue viagem. Enquanto isso, a bateria usada entra em recarga na infraestrutura da rede.Infraestrutura ainda limita expansão das motos elétricasApesar do avanço, a adoção de motos elétricas ainda depende de uma rede bem distribuída de estações e de baterias disponíveis nos horários de maior demanda. “Não basta eletrificar a moto e esperar que o mercado se adapte. Para que a tecnologia avance nas duas rodas, precisamos considerar como o veículo será usado no dia a dia”, afirma Sarvary.De acordo com a Fenabrave, foram emplacadas 12.813 motos elétricas de janeiro a setembro de 2026, alta de 90,6% em relação ao mesmo período de 2025. Mesmo assim, esses modelos ainda representam menos de 1% dos emplacamentos de motocicletas no país.O executivo avalia que a expansão da eletrificação nas duas rodas exige soluções que combinem autonomia, disponibilidade e infraestrutura. “No caso do battery swap, isso significa investir em uma rede de troca bem distribuída e com baterias disponíveis nos pontos de maior demanda”, aponta.Fundada em 2022 por Jack Sarvary e Billy Blaustein, a Vammo desenvolve e fabrica motos elétricas e equipamentos de carregamento em Manaus. A empresa afirma que seu modelo integra hardware, suporte, infraestrutura e rede de battery swap para atender usuários que dependem da motocicleta para deslocamentos e atividades profissionais.O post Troca de bateria reduz tempo parado e amplia uso de motos elétricas por entregadores apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.