Arqueólogos encontram pegada de cachorro em ruínas da Idade do Bronze

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Arqueólogos da Universidade Bilecik Şeyh Edebali encontraram a pegada de um cachorro em um tijolo de cerca de 4 mil anos, durante escavações no sítio de Tavşanlı Höyük, no oeste da Turquia. A marca teria sido deixada quando o tijolo ainda secava e acabou preservada após o desabamento de uma casa durante um incêndio.Segundo Erkan Fidan, diretor das escavações, a descoberta oferece um registro direto da convivência entre humanos e cães na Anatólia durante a Idade do Bronze. Outros achados arqueológicos na região, incluindo sepultamentos de cães junto a humanos, reforçam as evidências de uma relação antiga que ia além da caça e da proteção.Para quem tem pressa:Arqueólogos encontraram uma pegada de cachorro preservada em um tijolo de aproximadamente 4 mil anos durante escavações em Tavşanlı Höyük, na Turquia;A marca teria sido deixada enquanto o tijolo ainda secava ao sol. Depois, o material ficou protegido sob os escombros de uma casa que desabou após um incêndio;A descoberta oferece um registro da convivência entre humanos e cães na Anatólia durante a Idade do Bronze. Outros achados na região, como sepultamentos de cães junto a pessoas, reforçam essa relação antiga.Descoberta aprofunda estudos sobre a relação entre animais e humanosA relação entre cachorros e humanos já é antiga – Imagem: Sirbouman / ShutterstockVocê tem algum cachorro? Essa pergunta pode ter sido feita há cerca de 4 mil anos na Anatólia, no território turco.A descoberta de um tijolo com a marca de uma pata de cachorro mostrou que as relações de animais domésticos e humanos já existiam no período conhecido como Idade do Bronze.“É claro que não podemos determinar se esse cachorro em particular era mantido como animal de estimação no sentido moderno. Mas a descoberta oferece uma pequena, porém notável, conexão com a vida cotidiana de quatro milênios atrás”, afirmou Fidan, em entrevista ao IFLScience.O tijolo feito de água, terra e palha, de acordo com o estudo, era misturado e deixado para secar no Sol. Enquanto ainda estava úmido, o cachorro pode ter pisado, deixando sua marca que ainda estaria preservada milhares de anos depois.O objeto com a marca ficou soterrado abaixo de escombros de uma casa que desabou após um incêndio, protegendo-o de fatores como luz solar, água, etc.Leia mais:Por que falamos com nossos pets como se fossem bebês?Pesquisadores criam inteligência artificial capaz de dizer se o latido do cachorro é de alegria ou de raivaAlém desta descoberta, há evidências ainda mais antigas sobre a relação entre cachorros e humanos. No início deste ano, um estudo publicado na revista Nature apontou para um cão domesticado há 15 mil anos. Essa é a evidência mais antiga já descoberta. A data volta ao Paleolítico, antes mesmo do desenvolvimento da agricultura.O post Arqueólogos encontram pegada de cachorro em ruínas da Idade do Bronze apareceu primeiro em Olhar Digital.