Ministro da Fazenda diz que prazo de cobrança do imposto federal sobre consumo não será adiado; CBS começa em 1º de janeiro

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que o governo federal não vai adiar o prazo de cobrança do imposto federal sobre o consumo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista para 1º de janeiro de 2027."É claro que durante a eleição teve muita gente que atrapalhou a reforma tributária. Muita desinformação, muito medo no setor produtivo. Mas nós temos que vencer o medo e, de novo, o nosso sistema tributário do consumo ele é muito ruim. Nós precisamos juntos melhorar", disse o ministro da Fazenda.Ele afirmou, entretanto, que, se houver necessidade, o governo vai estender prazo de multa ou de prestação de informação acessória (envio de declarações, por exemplo)."Eu vou tranquilizar os setores porque a gente tem feito uma série de medidas para dizer para os contribuintes, para as diferentes lideranças. Para as diferentes lideranças empresariais do país, nós vamos ter programa de conformidade em que, se tiver de boa-fé o contribuinte, não vai haver penalidade", acrescentou.Pedido de adiamentoNesta semana, a A Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediu ao governo federal, por meio de ofício enviado ao ministro da Fazenda, a prorrogação do período de testes da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) por todo o ano de 2027. A entidade defende a manutenção do recolhimento de PIS/Cofins durante 2027, o que alteraria o cronograma atualmente previsto para a substituição desses tributos pela CBS.De acordo com a CNI, estão sendo registradas falhas tecnológicas, lacunas na regulamentação e dificuldades operacionais que, segundo a entidade, comprometem a preparação das empresas para a próxima etapa da reforma tributária.