Após aquisição da Helbor (HBOR3), HBR Realty (HBRE3) vende ativos a fundo imobiliário por quase R$ 1 bilhão

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A HBR Realty (HBRE3) assinou contratos para vender participações em quatro empreendimentos de seu portfólio ao SPX Portfólio Alfa, fundo imobiliário sob gestão da SPX Real Estate. A operação soma R$ 937,7 milhões, segundo fato relevante divulgado ao mercado.De acordo com o documento, o negócio envolve uma fatia de 20% do Mogi Shopping, 25% do Suzano Shopping, 50% do Patteo Olinda Shopping e 90,9% do Lead Corporate Faria Lima – este último um edifício corporativo.Como será o pagamento?Do valor total da transação, R$ 562,6 milhões serão pagos à vista, na data de fechamento da negociação, prevista para ocorrer até 11 de novembro de 2026.Os R$ 375,1 milhões restantes serão quitados em quatro parcelas anuais e sucessivas de R$ 93,77 milhões, corrigidas pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).Segundo a HBR, os recursos necessários para cumprir as obrigações financeiras da operação já foram captados pelo fundo imobiliário comprador.Além disso, o saldo a prazo será depositado em uma conta vinculada (escrow), tendo os vendedores como beneficiários.De acordo com a companhia, a negociação “reforça a estratégia de gestão do portfólio e está alinhada ao compromisso de reciclagem de ativos, disciplina financeira e otimização da estrutura de capital”.HBR Realty adquire 83% da HelborCabe lembrar que a HBR Realty adquiriu, no final de outubro, 111.309.092 ações ordinárias da Helbor (HBOR3), o equivalente a 83,16% do capital social da construtora e incorporadora.Com a operação, a Helbor informou o cumprimento das condições mínimas da oferta pública de permuta unificada e o cancelamento de seu registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com a consequente saída do Novo Mercado da B3.A proposta de tirar a construtora da bolsa, anunciada em julho, não agradou aos investidores à época: as ações HBOR3 chegaram a cair cerca de 20% no pregão seguinte, enquanto os papéis da HBR Realty (HBRE3) recuaram quase 18%.As duas companhias já são controladas pela família Borenstein. Com a operação, a HBR afirmou que busca reunir os negócios sob uma única empresa listada na bolsa, ampliando o acesso a terrenos, combinando fontes de receita e reduzindo custos.