Magazine Luiza (MGLU3) fecha parceria para vender no marketplace do Mercado Livre

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O Magazine Luiza (MGLU3) anunciou nesta quarta-feira (2) o início de uma parceria comercial com o Mercado Livre. A varejista irá oferecer produtos de estoque próprio (1P) das marcas Magazine Luiza, KaBuM! e Época Cosméticos dentro da plataforma de marketplace do Meli. A entrega dos produtos será feita pelo Magalog, operador logístico que integra o ecossistema de serviços do Magazine Luiza. A parceria é mais uma após acordos semelhantes feitos pelo Magalu com Amazon, AliExpress, Americanas, Itaú Shopping e Livelo. Segundo a empresa, essas operações, somadas às vendas do grupo nas plataformas digitais próprias, fazem do grupo o maior vendedor do Brasil e consolida sua liderança na venda de produtos 1P.O acordo se alinha a um dos pilares do novo ciclo estratégico do Magalu, que prevê a rápida aceleração das vendas do e-commerce 1P por meio de marketplaces parceiros e da captura de audiência complementar aos canais de vendas próprios“A audiência do e-commerce brasileiro está cada vez mais pulverizada, com várias plataformas disputando a atenção dos clientes”, afirma Frederico Trajano, CEO do Magalu. “Nossa estratégia é somar a audiência de nossos canais às de outras plataformas relevantes como o Mercado Livre e, assim, acelerar o crescimento das nossas vendas online no curtíssimo prazo e de forma rentável.” O Magalu oferecerá por volta de 27.000 itens de estoque próprio no Mercado Livre. A parceria em envios tem potencial para ampliação futura, com a possibilidade de que as lojas físicas do Magalu sejam usadas como pontos de retirada e devolução dos produtos vendidos por outros parceiros do Mercado Livre, segundo o comunicado. O Magalog também poderá ampliar as alternativas de entrega de produtos pesados, como geladeiras, fogões e móveis, entre outros itens com peso acima de 30 quilos. Retomar lucro sem depender de juros O Magazine Luiza enfrenta os reveses que impactam o setor varejista, com juros elevados, mudanças no comportamento do consumidor, avanço das bets, entre outros.Neste cenário, a companhia traça um caminho que busca a retomada do lucro sem depender, principalmente, dos juros, conforme falas do CFO da companhia, Roberto Belissimo, em entrevista ao Money Times concedida no início de agosto.Ainda que a taxa básica de juros (Selic) ainda não tenha caído para abaixo de 14%, a queda dos juros futuros já é um fator que beneficia a empresa, com a antecipação de recebíveis ocorrendo com custos menores.“Estamos fazendo tudo para, sim, voltar a dar lucro sem depender da taxa de juros […] Mesmo que os juros ainda não estejam abaixo de 14%, a gente já começa a descontar recebíveis num custo abaixo de 14%, na medida em que a curva futura começa a ficar abaixo da taxa de juros atual. Então, a gente já começa a ter esse benefício”, segundo o CFO.Mais importante do que isso, segundo Belissimo, são as iniciativas para influenciar os resultados. O CFO conta que a Copa do Mundo foi expressivamente positiva para a companhia, com destaque para o crescimento de 39% na venda de televisores em lojas físicas.No segundo trimestre do ano, as vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce com estoque próprio (1P) e marketplace (3P) totalizaram R$ 14,5 bilhões. O valor representa um crescimento de 10,3% nas lojas físicas (9,7% no conceito mesmas lojas), e uma redução de 11,9% no e-commerce total em relação ao mesmo período do ano anterior.De acordo com o CFO do Magazine Luiza, a varejista visa a retomada do crescimento do e-commerce por meio de parcerias, o que, combinado com a continuidade do crescimento em lojas físicas, torna mais fácil a diluição de despesas operacionais, melhora do giro dos estoques, do capital de giro, da geração de caixa e redução das despesas financeiras, fatores que podem pavimentar um caminho de retomada do lucro.Leia mais: Magazine Luiza (MGLU3) tem prejuízo de R$ 72,5 milhões no 2T26; ‘Estamos fazendo tudo para voltar a dar lucro sem depender dos juros’, diz CFO – Money Times