Indústria alemã quer volta da jornada de 40 horas semanais

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Grandes indústrias da Alemanha estão pressionando para que o país volte à jornada de 40 horas semanais, quatro décadas após a conquista de redução para 35 horas. Os empresários querem o aumento das horas trabalhadas, mantendo os mesmos salários.Segundo reportagem do Financial Times, executivos de empresas como a Mercedes-Benz e a fabricante de ferramentas Stihl argumentam que os elevados custos trabalhistas estão atrapalhando a competitividade internacional. “O trabalho se tornou muito caro aqui em comparação internacional”, disse Martin Brudermüller, presidente do conselho de supervisão do Grupo Mercedes-Benz AG, ao jornal alemão Handelsblatt. Leia também MundoEuropa lidera casos de violência doméstica contra brasileiras no exterior Claudia MeirelesTchéquia desponta como nova queridinha da Europa; o que fazer por lá MundoEm meio à tensão com a Rússia, Alemanha testa míssil balístico israelense MundoAlemanha fecha consulado russo em Bonn e eleva tensão entre os países A jornada de 35 horas para trabalhadores da indústria, como a metalúrgica e a automotiva, é implementada via acordos coletivos desde 1984 na Alemanha. A conquista ocorreu após uma greve de sete semanas.Em outros setores, a jornada de trabalho no país é de até 40 horas semanais.Redução da jornadaA discussão na Alemanha ocorre ao mesmo tempo em que o Brasil debate a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas. O projeto de lei que acaba com a chamada escala 6×1, em que o trabalhador trabalha seis dias e folga um, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira (3/9). No plenário, a proposta deve ser analisada após o primeiro turno das eleições.Na União Europeia, a jornada média de trabalho é de 37 horas por semana, segundo dados oficiais do Eurostat. Na América Latina, Equador e Venezuela são os únicos países a terem uma jornada de 40 horas por semana.