Mais uma corretora de criptomoedas anunciou que fechará as portas no Brasil. A Coinext anunciou na quinta-feira (3) o encerramento da operação de varejo, em mais um caso de exchange que desiste de atuar no País sob o novo marco regulatório do Banco Central. A empresa afirma que devolverá integralmente os ativos e recursos dos clientes, com cronograma que vai até 30 de novembro.A decisão atinge apenas a negociação e a custódia de ativos digitais. A Coinext Asset, braço de gestão do grupo, segue operando, com foco em clientes institucionais.Fundada em 2017 em Belo Horizonte, a plataforma acumulava mais de 420 mil clientes. Em comunicado, o CEO e cofundador José Artur Ribeiro disse que a companhia buscou alternativas antes de decidir pelo fechamento.“A nova regulação trouxe uma série de exigências para quem opera nesse mercado. Conversamos com potenciais parceiros, exploramos alternativas e nos dedicamos ao máximo para encontrar um caminho de continuidade dos negócios. No entanto, nenhuma das opções analisadas se mostrou viável”, escreveu.Depósitos, novos cadastros e adesões a staking foram suspensos já nesta quinta-feira. As ordens de compra e venda ficam disponíveis até 15 de outubro, e os saques em cripto, até 20 de outubro. A partir de 26 de outubro, os saldos remanescentes em criptoativos passam por conversão automática para reais. Para quem quiser continuar operando, a Coinext indicou Mercado Bitcoin e OKX, sem transferência automática de contas e sem comissão pela indicação.Quarta saída desde abrilA Coinext é a quarta corretora a anunciar o fim do varejo cripto no país em menos de cinco meses. Em abril, a Bitnuvem deixou o mercado citando custos operacionais, exigências regulatórias e concentração do setor. Em junho, a NovaDAX, quinta colocada em volume de negociação pelo ranking do Cointrader Monitor, encerrou as atividades após uma “avaliação estratégica” do grupo controlador chinês. Em agosto, a Digitra.com informou que não pediria autorização ao Banco Central e encerraria a operação para cerca de 200 mil clientes até 30 de outubro.O ponto comum é o regime criado pelo Banco Central desde 2 de fevereiro. As normas exigem autorização prévia para as prestadoras de serviços de ativos virtuais, as PSAVs, com capital mínimo compatível com a operação, sede física própria, segregação patrimonial e controles de prevenção à lavagem de dinheiro. Quem já operava tem até 30 de outubro para protocolar o pedido, sob pena de perder o direito de seguir no mercado.O efeito prático tem sido a consolidação. Plataformas maiores, como Binance, Mercado Bitcoin e OKX, seguem operando, enquanto corretoras menores encerram atividades, buscam parceiros ou cortam linhas de produto.The post Mais uma exchange cripto fecha as portas no Brasil sob nova regulação do BC appeared first on InfoMoney.