O ex-banqueiro Daniel Vorcaro mantém a intenção de apresentar uma nova proposta de colaboração premiada, mesmo após a retirada de sigilo sobre conversas e encontros envolvendo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. A avaliação de pessoas próximas a Vorcaro é de que o episódio não compromete a disposição do ex-banqueiro de seguir em frente com as tratativas.Segundo a analista Isabel Mega, no Hora H, a intenção de Vorcaro tem sido reafirmada de forma enfática, inclusive em depoimento prestado à Polícia Federal na última sexta-feira (28). “O que em torno de Daniel Vorcaro tem dito é que sim, ele está disposto a falar”, afirmou Isabel Mega.No entanto, a repórter ressaltou que apenas a disposição de falar não é suficiente para garantir um acordo: “Falar não basta, porque ele falou até aqui, mas ele não conseguiu entregar algo que seja efetivamente inédito para justificar os benefícios de firmar um acordo de colaboração premiada.” Leia Mais Vorcaro deve entregar novo complemento à proposta de delação Mendonça aguarda manifestação da PGR para decidir sobre destino de Vorcaro PF se reúne com advogado de Vorcaro em meio à indefinição sobre delação Vorcaro está preso desde março, após ter sido detido pela primeira vez em novembro do ano passado. Ele se encontra recolhido na Papudinha, em Brasília. De acordo com Isabel Mega, fala-se muito em uma tentativa de que Vorcaro consiga, ao menos, atenuar sua situação, conquistando, por exemplo, o direito à prisão domiciliar.Complexidade do acordo e possíveis impactosA jornalista destacou ainda a complexidade do processo, uma vez que um acordo de colaboração premiada precisa ser firmado com a PF (Polícia Federal) ou com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Isabel Mega apontou que, com base nas conversas tornadas públicas, há pontos de conexão envolvendo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.“Como pensar que o nome dos dois vindo à tona numa eventual relação com Daniel Vorcaro não vai ter nenhum tipo de impacto também em eventuais tratativas de você firmar um acordo de colaboração premiada?”, questionou a repórter. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.