A OpenAI apresentou o GPT-6 Astra, novo modelo de inteligência artificial que, segundo a empresa, representa um salto de geração. Greg Brockman, presidente da companhia, afirmou que o sistema pode marcar a chegada da inteligência artificial geral (AGI).O Astra foi criado para realizar tarefas profissionais complexas com autonomia. Essa capacidade, porém, também amplia uma preocupação que acompanha a evolução dos agentes de IA: como supervisionar sistemas que conseguem fazer cada vez mais coisas sozinhos?A OpenAI afirma que o GPT-6 Astra pode encontrar vulnerabilidades desconhecidas em sistemas protegidos. – Imagem: ioda/Shutterstock“Bem-vindos à era da AGI”Brockman disse acreditar que a OpenAI pode ter alcançado a AGI com o Astra, embora tenha deixado aos usuários a decisão sobre se o modelo realmente merece essa definição.“Pode ser que seja com este modelo”, afirmou o executivo ao ser questionado sobre a possibilidade. No fim da conversa com jornalistas, resumiu sua posição: “Bem-vindos à era da AGI”.O treinamento também alcançou uma escala inédita para a OpenAI. Foram usados mais de 100 mil GPUs no complexo Stargate, no Texas. Pela primeira vez, outros modelos tiveram participação significativa na supervisão desse processo.O Astra foi projetado para operar dentro de softwares, em vez de apenas orientar o usuário sobre o que fazer. Entre as tarefas demonstradas ou citadas pela OpenAI estão:formatação de um contrato jurídico;criação de uma cidade em 3D;projetos em KiCad, Unity, FreeCAD e Blender;preparação de uma declaração de imposto a partir de um formulário W-2;auxílio em pesquisas científicas.Em uma demonstração, o sistema também pesquisou opções de comida e reservou uma quadra de tênis enquanto executava outras atividades.Cibersegurança entra no radarA capacidade do Astra em cibersegurança é um dos pontos mais sensíveis do lançamento. A OpenAI classificou o modelo no nível “crítico” de sua estrutura de preparação para riscos.Segundo a empresa, o sistema pode encontrar vulnerabilidades desconhecidas e desenvolver maneiras de explorá-las em sistemas protegidos, sem receber instruções detalhadas de uma pessoa.A preocupação foi suficiente para levar a OpenAI a interromper o treinamento por duas semanas e acrescentar testes e camadas de segurança antes da liberação.O GPT-6 Astra pode executar várias etapas de um trabalho, aproximando a IA de funções antes feitas por pessoas. – Imagem: Digineer Station / ShutterstockMonitoramento virou outro desafioOs testes também revelaram uma dificuldade diferente. O Astra ficou mais difícil de monitorar em avaliações que verificavam se o modelo poderia escapar da supervisão humana.Leia mais:OpenAI quer desligar IAs automaticamente se algo der erradoGoogle prepara nova IA para recuperar terreno e enfrentar Anthropic e OpenAI na programaçãoTrump entra na briga da OpenAI contra o New York Times por direito autoralA OpenAI afirma que ele ainda tem problemas para ocultar o raciocínio usado em tarefas complexas. Mesmo assim, a queda na monitorabilidade foi considerada séria pela companhia.Quando os modelos conseguem fazer mais coisas de forma autônoma, precisamos poder confiar mais neles.Amelia Glaese, vice-presidente de pesquisa da OpenAI, em nota.O Astra chegará primeiro a organizações participantes do programa Daybreak Access. Nos próximos dias, a previsão é disponibilizar o modelo para clientes Plus, Pro, Business e Enterprise, além de desenvolvedores da API. Usuários não pagantes ainda não têm previsão de acesso.A chegada do GPT-6 Astra coloca a OpenAI diante de uma questão que vai além do desempenho do novo modelo: quanto mais autonomia a inteligência artificial conquista, maior se torna a necessidade de encontrar maneiras confiáveis de acompanhar suas decisões e ações.O post OpenAI diz que GPT-6 Astra pode inaugurar era da AGI apareceu primeiro em Olhar Digital.