Meta lança Muse Spark 1.3 com foco em agentes mais autônomos

Wait 5 sec.

A Meta anunciou o Muse Spark 1.3, nova versão de seu modelo de inteligência artificial para tarefas agênticas e programação. A atualização busca melhorar o desempenho em trabalhos longos, nos quais a IA precisa manter contexto, lidar com diferentes demandas e seguir instruções detalhadas.O modelo já está disponível no Muse Code e na API Meta Model. A versão 1.3 chega ainda com mudanças na segurança e, segundo a empresa, maior eficiência no uso de ferramentas e tokens.A Meta quer que o Muse Spark 1.3 consiga conduzir tarefas longas sem perder requisitos ou contexto. – Imagem: miss.cabul/ShutterstockMais controle em tarefas demoradasO Muse Spark 1.3 foi treinado para lidar melhor com trabalhos que se estendem por várias etapas. Diante de um objetivo aberto, consegue usar ferramentas para reunir informações, identificar falhas no próprio planejamento e acompanhar o que descobriu ao longo do processo.A relação com o usuário ganhou outro peso. Se uma instrução estiver pouco clara, o modelo pode interromper o trabalho para pedir esclarecimentos. Quando encontra um obstáculo, pode solicitar ajuda. Antes de realizar uma ação de maior consequência, pede confirmação.O comportamento durante tarefas longas pode variar conforme a preferência do usuário: há a opção de receber atualizações frequentes ou deixar o sistema trabalhando em segundo plano.Entre os avanços destacados pela Meta estão:Maior precisão ao seguir instruções extensas;Preservação de requisitos e restrições ao longo das tarefas;Melhor gerenciamento de diferentes solicitações na mesma conversa;Maior percepção sobre o que sabe e o que não sabe;Menor propensão a inventar resultados diante de limitações.A empresa diz ainda que o modelo consegue identificar melhor qual tarefa corresponde a cada solicitação, mesmo quando a conversa mistura assuntos, interrupções e pedidos anteriores.Programação com menos recursosO desenvolvimento de código recebeu atenção especial no treinamento do Muse Spark 1.3. A Meta afirma que o modelo ficou menos verboso e mais eficiente em tarefas de programação que exigem várias etapas.Nos testes internos comparativos com o Muse Spark 1.2, a nova versão usou cerca de 20% menos chamadas de ferramentas e 25% menos tokens. Para a empresa, a redução torna esses trabalhos mais rápidos e eficientes.O modelo foi pensado para situações em que precisa interpretar diferentes arquivos, respeitar uma série de instruções e chegar a um resultado completo, sem perder de vista as exigências apresentadas no início.O Muse Spark 1.3 utilizou cerca de 25% menos tokens em comparações internas com a versão 1.2 – Imagem: Divulgação/MetaSegurança acompanha a evoluçãoA atualização inclui maior resistência a entradas adversárias e injeções de prompt. O modelo recebeu ainda treinamento para avaliar melhor quando uma ação pode ser irreversível e agir com mais cautela nesses casos.Leia mais:Meta: o que muda nas redes sociais após acordo firmado pela empresa?Zuckerberg quer que TikTok e YouTube sigam novas regras para adolescentes impostas à MetaPatente da Meta mostra óculos inteligentes com reconhecimento facialA Meta relaciona essas mudanças ao avanço de sistemas de IA que assumem trabalhos mais longos e executam etapas com menor intervenção humana. Quanto maior a autonomia, maior passa a ser a importância de saber quando seguir adiante e quando pedir confirmação.O Muse Spark 1.3 pode ser usado no Muse Code e na API Meta Model. Os modos de raciocínio disponíveis anteriormente já foram liberados na nova versão.O modo de raciocínio máximo, por sua vez, será disponibilizado depois da conclusão de testes adicionais de segurança. A Meta não informou uma data específica para essa liberação.O post Meta lança Muse Spark 1.3 com foco em agentes mais autônomos apareceu primeiro em Olhar Digital.