RZTR11: FII pagará menor dividendo em 2,5 anos; descubra valor

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RZTR11: FII pagará menor dividendo em 2,5 anos; descubra valorO fundo imobiliário RZTR11 definiu a distribuição de R$ 0,85 por cota referente ao resultado de agosto, o menor patamar dos últimos 30 meses. Os dividendos do RZTR11 correspondem a um pagamento regular de rendimentos, sem alteração dos critérios de apuração informados pela gestão.O cronograma estabelece que o pagamento ocorrerá em 8 de setembro de 2026, para investidores posicionados até o encerramento do pregão de 31 de agosto de 2026, data de corte para elegibilidade ao recebimento.Quer saber como receber renda passiva por meio de fundos imobiliários? Clique e entre em contato com nosso time de especialistas. Com base na cotação de fechamento de agosto, de R$ 86,10, o provento mensal implica um dividend yield aproximado de 0,99%. Os rendimentos seguem isentos de Imposto de Renda para a pessoa física, desde que atendidas as condições previstas na legislação aplicável aos FIIs.Dividendos do RZTR11 e calendário de pagamentoA distribuição de R$ 0,85 por cota consolida o pagamento de agosto, a ser creditado em 8 de setembro de 2026. Terá direito ao rendimento quem detinha cotas até 31 de agosto de 2026, ao fim do pregão. A relação entre o valor distribuído e a cotação de R$ 86,10 resulta em um yield mensal de 0,99%, conforme metodologia usual do mercado.A política tributária para pessoas físicas permanece inalterada, com isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos do fundo, desde que respeitados os requisitos legais aplicáveis.Carteira de terras do fundoDe acordo com o relatório gerencial de julho, o patrimônio líquido manteve-se estável em R$ 1,84 bilhão, refletindo um valor patrimonial de R$ 97,61 por cota. Considerando a cotação de mercado de julho, o P/VP foi de 0,90x. A liquidez média diária atingiu R$ 2.747.398,91.A base de investidores avançou para 145.325 cotistas, após a entrada de 734 novos participantes no mês. Por se tratar de um fundo com foco em terras agrícolas, não se aplica o conceito de vacância física ou financeira, uma vez que a geração de receitas decorre de contratos de arrendamento rural.A carteira imobiliária reúne 25 propriedades, totalizando 84.141 hectares de área. A avaliação de mercado dos imóveis, somada ao caixa, perfaz R$ 3,829 bilhões. O prazo médio remanescente dos contratos de arrendamento é de dez anos, com taxa média de remuneração contratual de 14,73%.Por tese de investimento, a alocação ao fim de julho estava distribuída em Sale & Leaseback (51%), Buy to Lease (29%), Land Equity (17%) e caixa (3%), em linha com as metas de 50%, 27%, 20% e 3%, respectivamente.Fazenda Bom Jardim e efeitos no resultadoO processo de revisão das avaliações das fazendas, conduzido por auditoria independente, avançou com o envio de novos laudos. Cabe ao administrador concluir a remarcação patrimonial até 30 de setembro de 2026.Na Fazenda Bom Jardim, em Montividiu (Goiás), o contrato de arrendamento e a outorga de opção de compra foram rescindidos de pleno direito após o não pagamento da parcela vencida em 30 de abril de 2026. A rescisão implica perda de receita estimada em R$ 5,6 milhões até o fim de 2026, equivalente a cerca de R$ 0,30 por cota no exercício, considerando a receita anual contratual de R$ 8,4 milhões.O imóvel está registrado contabilmente por R$ 60 milhões. Um laudo independente da S&P Global apurou valor de liquidação de R$ 82,127 milhões. A remarcação a esse novo patamar deverá gerar impacto patrimonial positivo de R$ 22,127 milhões, cerca de R$ 1,17 por cota. Esse ganho ainda não foi incorporado ao patrimônio, enquanto a gestão adota medidas jurídicas para retomar a posse e cobrar os valores devidos ao fundo.