Tarcísio planeja PPP para os rios Pinheiros e Tietê em caso de reeleição

Wait 5 sec.

Alvo de críticas pelas concessões feitas em sua primeira gestão à frente do estado, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), planeja novas parcerias com a iniciativa privada caso vença a disputa para o Palácio dos Bandeirantes mais uma vez.As privatizações não têm um capítulo específico no plano de governo do candidato, mas o recurso é considerado para viabilizar entregas em um possível novo mandato. É o caso, por exemplo, de uma Parceria Público-Privada (PPP) para auxiliar na revitalização dos rios Tietê e Pinheiros, uma das promessas de Tarcísio.6 imagensFechar modal.1 de 6O governador Tarcísio de Freitas com seu vice Felício Ramuth, em JuquehyFoto: Chris Cunha/Governo de SP2 de 6Os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT)Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda3 de 6Osvaldo Nico, Tarcísio de Freitas e Guilherme Derrite em evento da Rota em SPPablo Jacob/Governo do Estado de SP4 de 6Flávio Bolsonaro durante a convenção que formalizou candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleiçãoHeitor Souza/Metrópoles5 de 6Apoiador de Trump, Tarcísio usou boné com slogan do americanoInstagram/Reprodução6 de 6Marcha para Jesus: após atrito com Tarcísio, Nunes agradece a FlávioDivulgação/AssessoriaComo seria o projeto?A PPP estudada prevê que uma concessionária seja responsável, ao longo de 15 anos, por todos os serviços de desassoreamento – retirada de sedimentos do fundo do rio – e pela remoção do lixo no Tietê e no Pinheiros.A empresa também teria que recuperar as margens de ambos os rios e promover ações de educação ambiental.O projeto, estimado em R$ 12,5 bilhões, foi debatido na gestão atual, mas deve ser colocado em prática em um eventual próximo mandato.Coordenadora do plano de governo de Tarcísio e atual secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende defende que a concessão daria mais eficiência aos trabalhos de desassoreamento, hoje feitos em lotes e por empresas contratadas.“A PPP nos dá a segurança de que, independentemente de governo, o desassoreamento estará sendo feito na calha do Tietê e do Pinheiros, onde você tem mais preocupação de enchente”, afirma, alegando que os rios sofrem atualmente com o acúmulo de sedimentos entre o encerramento de um contrato de desassoreamento e o início do próximo. Leia também São PauloApós Tarcísio negar cortes, Fapesp revê mudanças nas bolsas no exterior São PauloTarcísio sobre casos Moraes e Dark Horse: “Precisa passar Brasil a limpo” Demétrio VecchioliTRE proíbe Tarcísio de usar mesmo slogan de campanhas do governo São PauloVox: Tarcísio tem 55,3% contra 35,1% de Haddad e venceria no 1º turno em SP PPP na educaçãoA parceria com a iniciativa privada também deve aparecer novamente na educação, caso Tarcísio seja reeleito. Em 2025, o governador leiloou a construção de 33 escolas para empresas, que passaram a ser responsáveis também pela gestão dos espaços após as obras. O leilão foi contestado pela oposição na Justiça e os contratos chegaram a ficar suspensos por um período.Natália não descarta a ideia de uma nova PPP na rede estadual de ensino. A possibilidade é estudada como forma de melhorar a oferta de escolas com ensino integral e boa infraestrutura de laboratórios, por exemplo.“A gente vai olhar em cada escola o que é necessário fazer. Se é necessário fazer uma reforma, se o mais eficiente é aumentar o número de PPPs. Isso é um estudo que a gente está fazendo escola a escola, região a região. A PPP nos dá essa possibilidade de tirar do diretor o ônus de ficar preocupado com uma questão de manutenção para ele focar 100% no aluno. Por isso que a gente está fazendo e acredita nesse modelo”, afirma a secretária.A coordenadora do plano de governo diz que não há um capítulo sobre PPPs no plano de governo porque o objetivo foi mostrar aquilo que a gestão quer alcançar: “O importante é atingir os propósitos”. Ela defende que é preciso olhar para as parcerias com a iniciativa privada “de forma técnica”, entendendo o que funciona melhor para a população em cada caso.O tema das privatizações é um tópico sensível na campanha de Tarcísio. Em eventos com empresários e sabatinas com jornalistas, o governador tem buscado defender as concessões das linhas de trem e a venda da Sabesp, mas uma pesquisa do Instituto Datafolha mostrou que a maior parte dos paulistas é contra as duas medidas.Principal adversário do governador, Fernando Haddad (PT) tem chamado atenção para os problemas na Sabesp e nas linhas concedidas em uma tentativa de reverter a desaprovação às medidas em votos. Até o momento, no entanto, o petista segue em segundo lugar nas pesquisas.