Após incertezas sobre candidatura, Michelle Bolsonaro vai disputar vaga ao Senado pelo DF

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A candidata ao Senador Federal pelo Distrito Federal Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, conhecida como Michelle Bolsonaro (PL), tem 44 anos e nasceu em 1982 em Ceilândia, a região administrativa mais populosa do Distrito Federal.Filha de um motorista de ônibus aposentado e de uma dona de casa, ela cresceu em um ambiente humilde e estudou em escolas públicas da cidade. Antes da vida pública, atuou como demonstradora de produtos, promotora de eventos e secretária parlamentar. É evangélica e já atou como intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e é mãe de duas filhas: Letícia Firmo, de 23 anos, de uma relação anterior, e Laura Bolsonaro, de 15 anos, fruto de seu casamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Filiada ao Partido Liberal (PL), Michelle consolidou-se como uma das figuras mais influentes da direita brasileira. Ela era presidente do PL Mulher em âmbito nacional, cargo a partir do qual rodou o país estruturando candidaturas femininas conservadoras. Ela deixou a liderança da ala em junho deste ano, focando em sua candidatura ao Senado.Primeira candidaturaMichelle ganhou projeção inédita já no dia da posse presidencial de Jair Bolsonaro, em 2019, ao realizar um discurso em Libras. Durante a gestão do ex-presidente, ela assumiu a presidência do conselho do programa Pátria Voluntária, com foco em inclusão social, acessibilidade, acolhimento a pessoas com deficiência e doenças raras.Foi também peça-chave na campanha de 2022 para auxiliar na campanha de Jair Bolsonaro entre o público feminino e reforçar os laços da chapa com a liderança e fiéis de igrejas evangélicas. Nas eleições de 2026, Michelle disputa seu primeiro cargo eletivo. Ela oficializou sua candidatura ao Senado Federal pelo Distrito Federal em agosto. A chapa conta com seu irmão, Diego Torres (PL), como primeiro suplente.Michelle atua em dobradinha alinhada com a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP), compondo a principal aliança da centro-direita na capital do país.Disputa no Senado Michelle Bolsonaro lidera a disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado, com 25% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada no dia 25 de agosto. Leila do Vôlei (PDT) aparece em segundo lugar, com 17%, seguida por Erika Kokay (PT), com 12%, e Bia Kicis (PL), com 9%.Os números consideram a combinação das menções para a primeira e a segunda vagas ao Senado. Professor Guilherme Amorim (UP) e Sebastião Coelho (Novo) têm 2% cada. Ronaldo Fonseca (PSD), Zanata (PSTU) e Tiago (Agir) registram 1% cada. Guto Felício dos Santos (PSDB), Marley (Avante), Avenir Rosa (Democrata) e David Horn (PCO) aparecem com 0%.A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e ouviu 1.104 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-06256/2026.Michelle x FlávioO atrito entre Michelle Bolsonaro e Flávio começou no dia 25 de junho quando a ex-primeira-dama compartilhou dois vídeos nas rede sociais em que disse ter sido humilhada pelo senador. “Ele me maltratou e disse que eu deveria ficar de fora das decisões do partido”, declarou. Ele entregou o cargo no PL Mulher na sequência.O depoimento foi feito em vídeo com duas partes publicado no Instagram de Michelle. Segundo a ex-primeira-dama, Flávio a “apunhalou” ao defender o deputado André Fernandes (PL-CE) que é presidente do PL no Ceará. Fernandes declarou apoio ao pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) que, conforme Michelle, chamou ao próprio Flávio e seus irmãos de corruptos e de “ovos de serpentes nazistóides”.A paz foi selada em 23 de julho, quando Michelle publicou um novo vídeo em seus perfis nas redes aceitando o pedido de desculpas de Flávio, feito também em vídeo no mesmo dia. “O nosso propósito pelo bem do povo sempre foi maior que desentendimentos, por isso, aceito seu pedido de desculpas. Eu te desculpo“, disse Michelle.A reportagem também apurou que o texto da gravação foi escrito pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas), a quem a ex-primeira-dama agradece no fim do vídeo pelo “empenho para que este momento de reconciliação acontecesse”.