A decisão do ministro Alexandre de Moraes, dentro do inquérito das Fake News, que citou supostos crimes cometidos pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, registra, na visão de ministros da Corte, uma ação posterior ao início da crise.Na tarde de segunda-feira, o ministro teve uma dura conversa com Mendonça no gabinete do relator do caso Master no STF. No encontro, o relator do inquérito das Fake News teria questionado o colega se ele estaria o investigando ilegalmente, o que Mendonça negou.Moraes estava irritado por ter obtido a informação de que a Polícia Federal havia identificado seu telefone como sendo o do interlocutor para quem Daniel Vorcaro enviava mensagens.Um dia depois da tensa conversa, segundo a decisão, Moraes solicitou o relatório da PF com supostos indícios de crimes contra o colega.“Em virtude de notícias da existência de relatórios de inteligência, devidamente registrados no sistema da Polícia Federal, envolvendo eventuais atos criminosos tendentes a direcionar a produção de provas para falsa imputação de crime em relação à Ministros do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, com citação expressa dos nomes dos Ministros GILMAR MENDES, DIAS TOFFOLI, LUIZ FUX, ALEXANDRE DE MORAES e NUNES MARQUES, além do Procurador Geral da República e do Diretor Geral da Polícia Federal, no dia 01/09/2026, determinei: ‘Em virtude de diversas informações sobre condutas de autoridades tendentes a afetar a independência de Ministros deste Supremo Tribunal Federal, DETERMINO ao Diretor da Polícia Federal que envie imediatamente ao juízo os relatórios de inteligência elaborados pela PF que contenham citação a nomes dos membros dessa Suprema Corte”, diz a decisão de Moraes.O post Relatório ‘sem valor probatório’ da PF foi solicitado por Moraes após embate com Mendonça apareceu primeiro em Vitrine do Cariri.