Caiado critica Itamaraty; Renan, fim a 6×1 e Cury defende agro em debate

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O segundo bloco do primeiro debate presidencial de 2026 foi marcado por perguntas feitas por jornalistas aos candidatos à presidência da República. Ronaldo Caiado (PSD) criticou a postura do Itamaraty, Renan Santos (Missão) se posicionou contra o fim da escala 6×1 e Augusto Cury saiu em defesa do agronegócio nacional.O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) foi questionado sobre sua postura de defesa de que a gestão da segurança pública deveria ser executada pelas unidades federativas e sobre sua opinião a respeito do uso de câmeras corporais em policiais militares.Caiado aproveitou a pergunta para criticar o cenário atual do país e dizer que o atual governo é conivente com as facções criminosas e “se ajoelhou para o crime”. Ele defendeu o uso de IA (inteligência artificial), treinamento dos batalhões, integração das forças de segurança e o respeito à autoridade dos governadores na gestão dessa área.Renan Santos (Missão) foi o escolhido para comentar a resposta de Caiado e acusou o governo do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de concentrar o poder na gestão da segurança pública. “O PT tem uma volúpia por poder. O PT quer concentrar o exercício da violência nas mãos dele. Não para atacar bandido. O PT quer segurar a polícia. O PT é inimigo das polícias em todos os estados”, afirmou o candidato.A exemplo do que fez no primeiro bloco, Santos voltou a dizer que pretende fazer intervenções federais nos estados que se recusarem a cooperar com a política de segurança pública adotada em seu eventual governo. “Rio de Janeiro, Ceará, Bahia. Ou eles se enquadram no enfrentamento total ao crime organizado, ou seus governos vão se enquadrar ao Governo Federal, ao Estado de Defesa, à GLO.”Ainda falando sobre o tema, Caiado defendeu a PEC da Segurança Pública, que está em tramitação no Senado, e criticou o fato de Lula condicionar a aprovação da proposta para criar o Ministério da Segurança Pública. O ex-governador de Goiás prometeu ainda a criação de 40 presídios federais, argumentando que os presídios estaduais estão cheios de criminosos faccionados, o que ele defende como sendo um problema de alçada federal. “O Governo Federal joga na mão dos estados e não tem repasse, nem do Fundo Penitenciário, nem do Fundo de Segurança Pública”, criticou.Caiado também citou medidas adotadas por ele em Goiás como elementos-chave para a redução da criminalidade, como a adoção de um scanner corporal, monitoramento ambiental, proibição de visita íntima para faccionados e gravação de visitas com advogados nos presídios. O goiano também voltou a afirmar que terá o promotor Lincoln  Gaikya, conhecido por sua atuação no combate ao crime organizado dentro do MPSP (Ministério Público de São Paulo), à frente do Ministério da Segurança Pública e que classificará como terroristas as facções criminosas.EM ATUALIZAÇÃO.