Obra "faraônica" de mansão invade área pública e destrói quintal de vizinho

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Uma obra localizada na QL 12 do Lago Sul, quadra conhecida como “Península dos Ministros”, virou alvo de denúncias após invadir 800 metros quadrados (m²) de área pública e destruir parte de um dos lotes vizinhos.Veja: De acordo com o relato, a obra está provocando deslizamentos de terra, causando danos e riscos ao imóvel vizinho, além de estar na iminência de provocar um dano ambiental intenso, por avançar em área pública.Ainda segundo a denúncia, o primeiro deslizamento de terra ocorreu em dezembro do ano passado e acabou atingindo o lote vizinho. Leia também Na MiraPCDF prende gangue de mulheres que furtavam farmácias no Lago Sul BrasilMansão de R$ 6,2 milhões no Lago Sul fez patrimônio de Flávio disparar Distrito FederalHomem que lucrou R$ 400 mil com furtos no Lago Sul é preso pela PCDF Cerca de nove meses depois, em agosto deste ano, ocorreu um novo deslizamento, ainda mais grave, que desestabilizou o terreno do imóvel vizinho, destruiu parte do paisagismo, atingiu a área da quadra esportiva e colocou em risco tubulações de esgoto.Uma vistoria técnica, realizada no dia seguinte ao acidente, recomendou o isolamento imediato da área e adoção de medidas de contenção, diante do risco existente. Os proprietários formalizaram notificação extrajudicial solicitando a paralisação imediata da obra, até que seja apresentado o projeto estrutural compatibilizado com o desnível real do terreno e sejam asseguradas condições técnicas para uma execução segura da obra.Demolição imediataOs donos da casa atingida também formalizaram denúncia na Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal). Procurada pelo Metrópoles, a pasta disse que esteve no local na terça-feira (25/8) e verificou que, apesar de a construção da casa ocorrer dentro dos limites do lote e com alvará, a obra avança 800 m² para a área pública, com o intuito de estabelecer uma área de lazer.“Diante da constatação de que a ocupação da área pública é irregular e não passível de regularização, o responsável recebeu duas autuações: embargo parcial da obra e intimação demolitória”, explicou a pasta, em nota.Em relação ao embargo parcial, a empresa responsável pela obra deverá paralisar imediatamente os trabalhos em andamento na área pública lateral ao lote registrado em cartório.Já a intimação demolitória, segundo a DF Legal, determina que sejam retiradas todas as estruturas que estão avançando na área pública: muro de arrimo executado em concreto armado, edificação em alvenaria com estrutura em concreto armado construída a nível do térreo, constituída por subsolo, térreo e cobertura, com piscina em concreto armado e extensa área de piso impermeável, aparentemente destinada à área de lazer da casa.A Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb/MDFT) confirmou o recebimento da manifestação e informou que foi instaurada uma notícia de fato, que ainda está em fase inicial. Já a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) disse que que a Defesa Civil não recebeu denúncia relacionada ao endereço.A reportagem também tentou entrar em contato com o empreendimento que está realizando a obra e aguarda retorno. A matéria será atualizada em caso de resposta e o espaço segue aberto para esclarecimentos.